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Archive for Outubro, 2008

«Desgosto», uma palavra só mas com um significado tão forte.

Sempre ouvi falar nesta palavra, sempre ouvi frases compostas por ela. Mas o que eu nunca senti foi o seu verdadeiro significado.

Significado esse que doí e magoa a alma.

Sim, infelizmente, e recentemente, descobri o que significa a palavra «desgosto».

É realmente desgostoso alguém, por vontade própria, ferir o nosso coração e magoar a nossa alma…

Mas porquê?

Porquê? Se a vida foi feita  para todos.

Porquê? Se o direito de lutar pela felicidade, é igual para todos.

Porquê? Se o livro Sagrado diz que somos todos filhos de um só Pai, ou seja, somos todos irmãos.

Porquê? Se deveríamos ser uns para os outros.

Porquê?…

Pois, ninguém me sabe responder..

Nem mesmo tu!!

Não duvido disso, pois foste tu quem me fez descobrir o que é sentir um grande desgosto, que obriga o meu coração a chorar de tanta dor.

Sim, foste tu!!!

Tu, que quando vieste para o meu mundo nada eras, não tinhas nada nem amor por ti mesma.

Tu, a quem eu sempre de mim dei, para que descobrisses o que é a vida.

Tu, a quem eu ensinei o que é a verdadeira felicidade e o que ela nos faz sentir.

Tu, por quem eu abdiquei de inúmeras coisas, colocando-te sempre acima de tudo e de todos, para que nada te faltasse.

Tu, que sempre foste protegida por mim, e só por mim. Pois via-te como uma menina triste, que eras, e perdida neste mundo de loucos.

Tu, que sempre eras ignorada e criticada pelos outros, menos por mim. Nunca liguei ao que os terceiros diziam de ti, pois sempre acreditei que toda a gente merece oportunidades de vida.

Tu, que sempre foste fechada no teu mundo e que sempre fugias do «público», tamanho era o complexo de ti mesma.

Tu, a quem dei tudo o que podia, e até com o meu tecto te abriguei, e meus amigos e familia partilhei.

Fico-me por aqui, pois ficaria horas e horas a ditar o que sempre fiz por ti, para te ver e fazer feliz, pois só aí eu poderia ser igualmente feliz.

Em suma, olhava-te como uma menina por quem eu criei um laço afectivo, forte e honesto, ao ponto de te chamar, e considerar,  uma verdadeira irmã.

Erro meu!!!

Fui enganada durante muitos anos, pensando que estaria a fazer as coisas certas por um ser que nunca conheceu, verdadeiramente, a vida.

Erro meu, doloroso erro!!!

Erro que hoje sinto na pele. Quanto fui ignorante em acreditar nas tuas palavras. Palavras que em momentos me soavam a honestidade, e que reflectiam a tua gratidão por tudo. Mas que palavras… Foram sim, palavras falsas, para me fazeres acreditar que estavas realmente grata comigo.

Nunca te pedi nada, nem um só «obrigada!».

Simplesmente te pedia para olhares a vida como ela realmente é, como eu te mostrava. E pedia para lutares por ti, e pelos teus sonhos, pois todos têm o direito de sonhar e realizar os seus sonhos.

Que idiotice a minha!

Tanto, para nada.

Tanto, para no final, quando já tinhas o que nunca tinhas conseguido até então, cuspires no prato que sempre te alimentou. Sem vergonha ou remorso algum.

É triste, é mesmo triste existir pessoas como tu.

Tu, sim, bem sabes que falo de ti.

Quero dizer-te que não guardo rancor, nem nada que se pareça, pois sempre fiz o que devia fazer.

Cumpri a minha missão.. O que fiz por ti, faria por qualquer pessoa. E continuarei a fazer, pois acredito que neste mundo haverá pessoas bem melhores que tu. Pessoas que vivam com a felicidade dos outros, e não como tu, que só vive com a infelicidade alheia.

Contudo, apesar deste doloroso desgosto, que me fez sofrer muito, confesso aqui, que fico feliz, porque dei a um ser o que ele sozinho nunca conseguiria. 

E tu, se és feliz, guarda essa felicidade.

Deus queira que seja por muito tempo.

Sabes porquê?

Porque se assim o for, irás sempre lembrar-te de mim, e sempre pela positiva. O que eu já não poderei dizer o mesmo de ti…

Aproveito, desde já, para dizer-te que hoje morres em mim.
(…)
E a vocês, caros amigos, lembrem-se sempre:

«Amar o próximo é um modo de vida, é uma benção. Mas mantenha sempre aquele pézinho atrás, pois ninguém quer o nosso bem mais do que nós mesmos.» 

Autor desconhecido

Marta Costa

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Há alturas da nossa vida que gostariamos de partilhar mais com os nossos pais as nossas coisas, mas a vida nem sempre nos dá o tempo necessário para podermos fazer  tudo aquilo que desejariamos.
 
Durante a nossa adolescência eles vão-nos dando uma certa liberdade, para que possamos conhecer o mundo e enfrentar o que ele nos reserva.

E aí, sempre tentamos portar-nos bem, como filhos exemplares. Tudo graças a eles, que sempre nos deram uma educação invejável.

E, desejamos um dia ser iguais a eles perante os nossos filhos, pois aprendemos com eles, como dar a melhor educação. E, igualmente, desejamos fazer os nossos filhos tão felizes quanto eles nos fizeram!
 
Em certos momentos da nossa vida, especialmente naqueles em que estamos tristes, recordamos, saudosamente, quando eramos crianças. Quando nos sentiamos protegidos nos braços dos nossos pais.

Quando mais precisavamos, eles estavam lá.. sempre lá.

E aí, olhamos para o que somos hoje, e lembramo-nos que devemos isso a eles, aos nossos pais.

E porque não, num momento qualquer, sem hora e local marcado, tomarmos a iniciativa de agradecer aos nossos pais o que eles por nós fizeram..

Agradecer, de coração, por serem quem são, e pelo que fizeram por nós, e principalmente, pelo que fizeram de nós!

Sem vergonha alguma, dizer-lhes que temos muito orgulho nos pais que temos, que estaremos eternamente gratos por tudo o que fizeram e têm feito por nós!

Agradecer pela educação que nos deram, pelo tecto que nos abriga ou abrigou, e por serem nossos amigos.

Gratificar-lhes,  pelas prendas que nos deram, pelas brincadeiras, por tudo que fizeram para que nada nos faltasse.

Agradecer, igualmente, pelos castigos, quando estavamos  errados, e por nos mostrarem o caminho do que é certo.

Agradecer  pelas vezes que tiveram que abdicar dos seus sonhos para que pudessemos realizar os nossos.
 
Em suma. Agradecer-lhes por existirem, por serem nossos pais.

E, dizer-lhes, que com o orgulho estampado no nosso rosto, falamos deles às outras pessoas, e podemos dizer, de coração, que os nossos pais são uns seres maravilhosos, que nos ensinaram muito sobre a dignidade e a honestidade..

Não esperemos por essa oportunidade, pois somos nós quem criamos as oportunidades!

Eu, agradeço aos meus, por tudo que fizeram por mim, e pelo que sou hoje!

Estou-lhes eternamente grata!

Amo, de coração, as duas pessoas que me deram vida.. os meus pais!

Marta Costa

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Cada um de nós conhece inúmeros sítios por onde passou e que ficam na lembrança.

Porém, há aquele sítio que nos marca mais e ao qual nos refugiamos  para  partilhar as nossas emoções, sejam elas boas ou menos boas.

Sítio esse que pode ser desenhado pelo mar, pelo rio, pelas montanhas, pelos lagos, pelos patinhos, etc. Em suma, cada um tem o seu lugar preferido.

Eu, como qualquer ser comum, também tenho o meu.

Lugar esse que me leva a uma regressão à infância, e onde encontro a paz e a felicidade.

O meu porto de abrigo! Que vou partilhar com vocês, para que o possam conhecer, mesmo que seja através das minhas palavras.

Trata-se de um lindo e maravilhoso bosque.

Não é um bosque comum, este tem uma entrada lindíssima, uma porta divina, que o protege de toda a maldade existente no mundo exterior.

Mal entro nesse bosque, todos os meus pensamentos deixam de ter vida. Passo a ser preenchida e invadida por uma pacificidade e uma felicidade que me fazem sentir criança de novo.

Tudo é belo, não há pintura borrada ou traço mal desenhado. A perfeição é o ar que lá se respira.

Tudo é vida, tudo é cor.  O verde, o céu multicolor, as nuvens brancas como algodão, o ar puro, e o perfume a Natureza.

Como me sinto bem lá.

A relva verdejante, convida-me a deleitar o meu corpo, para sentir a sua  frescura e a sua delicadeza.

À minha volta correm crianças cheias de alegria, que me contagiam com os seus sorrisos honestos.

Que bom ouvir aquelas gargalhadas sinceras.

Não resisto e corro juntamente com elas, libertando assim,  a criança que há em mim e o meu sorriso toma outra vitalidade.

Como me faz sentir feliz!

No meio de tanta brincadeira e correria, paro. Sou chamada à atenção por aqueles seres pequenininhos e que trazem consigo enorme vivacidade. Os animaizinhos que de tanta felicidade, entram em harmonia com aquelas crianças.

É bom ver que naquele bosque os animais podem confiar nas pessoas.

Nada falta ali!

O rio que por lá passa, trás consigo uma brisa que obriga os meus cabelos a dançarem em harmonia. E com o vento, as árvores dançam abanando seus frutos e libertam os seus habitantes, os pássaros, que voam em bando sobre aquela paisagem maravilhosa.

E cantam, uma linda música. Uma música que me cativa a ouvir e a dançar sob aquele tapete verdejante.

E, como que de recompensa, após aquela euforia toda, a Natureza alimenta as minhas energias, oferecendo-me um pouco de si. As suas frutas tão puras e saudáveis que fazem o meu corpo encher-se de energia violeta.

Violeta é a cor das borboletas que voam de flor em flor, fazendo voos junto à água do rio, para deslumbrarem-se no reflexo daquelas águas cristalinas.

Junto desse rio estava um ser. Um ser lindo e maravilhoso. Falo-vos do meu Amigo.

Meu secreto Amigo.

Sentado numa rocha com os pés submersos naquela água límpida. E que dá de beber àquelas criancinhas que brincam sem cessar.

Como me torno numa criança nesse bosque, Ele oferece-me igualmente, tal como uma criança, um pouco de água. Como Deus ofereceu vinho como se fosse o Seu sangue.

No final do dia, sento-me junto à margem daquele maravilhoso rio, e fico a admirar a felicidade daquelas crianças a brincarem juntas com os animaizinhos, como uma família una.

E chega a hora, em que tenho que deixar o bosque paradisíaco, e partir para o meu mundo.

Parto, mas sempre com a esperança de voltar novamente ao bosque, ao meu bosque da felicidade.

E volto sempre que posso, pois lá sou realmente feliz. Lá vivo em harmonia com a Natureza e com a pureza da vida.

Aqui ficou uma breve descrição do bosque, o meu porto de abrigo.

Contudo, caros amigos, se quiserem conhecer e visitar o bosque pessoalmente, também o podem fazer.

Sabem onde? Em vocês mesmos!

Basta fecharem os olhos e calmamente, em meditação, imaginarem-no… Tal como eu …

Marta Costa

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