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Posts Tagged ‘alegria’

MelodiaNum dia, muito chuvoso, em que o sol teimava em não nos aquecer com os seus braços quentes, parei no tempo a observar cada gota que caía, repetidamente, no chão molhado.

Desliguei-me de tudo o que me rodeava, e silenciei o barulho, incansável, de uma cidade atarefada.

Sons, que como num toque de magia, cessaram em favor de uma melodia suave e doce, que outrora se camuflava por entre a poluição sonora da cidade.

Melodia desconhecida, voluntariamente, por cada pessoa que vive, dia após dia, no turbilhão de momentos das suas vidas.

 

Ao longo do tempo que, com gratidão e agrado, dispensei para ouvir esse som melódico, deparo-me com uma realidade que antes não me era tão evidente assim.

Apercebo-me, então, que a melodia que oiço, é exclusivamente dedicada a mim.

Só minha!

Como poderei eu, simples mortal, rejeitar uma oferta da Mãe Natureza?

Simplesmente, não posso!

Nem quero, pois é algo que me enche de alegria e que me faz entender, e sentir, que sou amada por quem me criou.

Ironicamente, ouvem-se nas rádios, conversas musicais, entre pessoas que com ignorância ou desconhecimento, escolhem músicas como troféus das suas vidas.

Dedicam músicas a terceiros, e a elas próprias, com a justificação de ser a música das suas vidas.

Estas mesmas pessoas, só o fazem porque desconhecem que, na realidade, a música da vida delas, já nasceu com elas, e as vai acompanhando a cada passo dado no caminho da vida.

Música, que jamais fora inventada por um músico, que brinca com as palavras, e que as vai conjugando em frases que ao som de muitos instrumentos, formam musicalidades que com o tempo, todos os que a ouvem, vão decorando a letra, e a vão cantando de cor e salteado.

No entanto, há uma música da qual cada um de nós é o único autor e só nós, no nosso íntimo, podemos interpretar e decifrar cada letra e cada palavra.

Simplesmente, composta por uma melodia tão natural como qualquer coisa criada pela Natureza.

E, que só a nós pertence, e só nós temos o poder de a criar e de a entender na sua plenitude.

Nessa melodia, não há terceiros para ser criada, nem instrumentos para ser acompanhada.

Como é criada pela Natureza, para cada seu filho, ela é composta unicamente por elementos naturais, como os chilrear dos passarinhos, o cair das folhas, o som de cada gota de chuva a cair suavemente no chão, entre muitas outras coisas tão naturais.

Eu, tu, e toda a gente, tem a melodia da vida!

Para ouvi-la, basta encontrar o silêncio, puro e natural, e deixar que a melodia da vida comece a tocar, por nós.

Tal como qualquer música, ela tem os seus momentos de desafinação, que mais cedo ou mais tarde, encontra a afinação correcta para, assim, se tornar numa bela e doce melodia.

Desafinações, que são reflexos dos momentos menos bons da nossa vida, que com o tempo e com muita força de vontade, se tornam em acordes afinados, reflexos dos bons momentos da nossa vida.

Altos e baixos, são os acordes que compõe a melodia da nossa vida, e só depende de cada um de nós, com ensaios de vida, manter os altos e enfrentar os baixos, para que a nossa vida se preencha de bons e agradáveis momentos.

Por conseguinte, esse preenchimento de bons momentos, transformam a nossa simples melodia, plenamente maravilhosa e doce.

Ela depende de nós para ser bela, e para durar mais do que os banais cinco minutos, de cada música ouvida na rádio. Ela pode durar uma eternidade, só depende de cada um de nós, pois só nós somos os compositores, os vocalistas e os maestros da nossa melodia da vida.

Apenas, e exclusivamente, temos o papel principal de a tornar na melhor melodia, que jamais fora tocada aos ouvidos e coração dos outros.

E assim sendo, durante a nossa vida, os ouvintes, as pessoa que nos rodeiam, aprendem a ouvir também elas a melodia da vida e, assim, a tornem cada vez melhor para que, ao som da sua melodia, encontrem o troféu mais desejado, a felicidade.

Tu, vocês, e todo o mundo, deixem entrar a melodia, e que ela preencha os vossos corações de alegria.

Só dessa maneira, poderão corrigir o que há de desafinado na vossa vida.

E, para que no final, todos possam ver que a melhor melodia do mundo, é a das vossas vidas.

Marta Costa

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festasDia após dia, vai-se aproximando, a passos largos, os tão desejados dias!

Desejados por uns, e menos importante para outros.

 

Contudo, é bem esperado por todas as crianças.

Com a sua chegada, a azáfama vai crescendo na vida de cada um, ao vermos centenas de pessoas, em correrias sem fim, de um lado para o outro, com os seus pensamentos entregues a milhares de coisas.

A alegria mistura-se com o ar frio do Inverno, e que faz adivinhar a época que nos espera.

O Natal!

É uma época que só nos visita uma vez em cada ano, e que nos acompanha por apenas poucos dias. Uma época que apesar de ser de curta duração, tem uma enorme influência em cada um de nós.

Vivemos cada momento, desses curtos dias, com o coração preenchido de alegria, bondade e fraternidade.

Todos estes sentimentos, ironicamente adormecidos ao longo do ano, resultam da união de muitas famílias que, anseiam satisfazer os mais desejados desejos de cada membro da família.

Famílias e famílias unidas, saboreiam as comidas características desta época, e deliciam-se com os olhares e sorrisos de felicidade das criancinhas, ao verem o seu pequeno  mas grande desejo, a ser realizado por alguém que desconhecem, mas do qual os contos e histórias, teimam em mantê-lo na mente de cada criança.

Que quadro Natalício mais bonito de se ver!

No entanto, e apesar desta aparente felicidade, esta época não é tão desejada para muitas outras pessoas. Isto tudo, originado por diversos e variadissímos motivos, dos quais torna esta época contraditória no seu sentido completo.

Infelizmente, a cada passagem da minha vida, vou confirmando essa contradição. Vou olhando para esta época com uma visão muito diferente da que tinha no passado.

Antigamente, eu era uma dessas pessoas que ansiava, receber de braços abertos, a chegada do Natal. Pois sabia que durante esses dias, toda a gente andava de coração aberto uns para os outros.

As famílias reuniam-se em amor, fraternidade e em plena comunhão.

O mais importante, naquele tempo, era dedicar aquela época à família e não aos bens materiais, como hoje.

Toda esta época festiva, hoje em dia, é envolvida pelo consumismo.

Durante  o ano que antecede o Natal, é vivido entre o stress, o descontentamento e as crises. E, tudo isto é vivido com o esquecimento do que é realmente o significado de «família» e da união famíliar.

Mas, como num toque de magia, todos estes problemas são esquecidos, dando lugar ao consumismo e ao gasto do dinheiro, que outrora tivera sido «chorado» e tão desejado.

Isto é um erro comum, pois o mais importante era que se entendesse,  o mais digno  significado do Natal.

O Natal é a celebração do nascimento de Jesus Cristo, e essa celebração deveria ser feita em família e com o amor no seu auge.

Pois Deus disse para nos amar-mos uns aos outros, como se fazia antigamente, e não, para nos ofertar-mos uns aos outros, como nos tempos de hoje.

O que deveria ser mais realçado nesta época, não é o quanto podemos gastar, mas sim o quanto podemos amar e o que podemos criar com esse amor.

Ao longo destes dias somos bombardeados com campanhas disto e daquilo, com acções de bondade de mais aquilo, etc, para ajudarmos criancinhas sem família, para ajudarmos igualmente os idosos, pobres e sem-abrigo.

Fazem um rol de boas acções, só porque é Natal!

As boas acções, em nome de quem mais precisa, deveriam ser feitas ao longo do ano, e não somente nesta época, só porque é Natal.

E depois? Quando passar esta época, o que se vai seguir?

O mesmo de sempre, e será sempre assim, infelizmente.

Ao longo do ano seguinte tudo volta à normalidade,  e são esquecidas todas as pessoas que, infelizmente, pouco ou nada têm e que vão lutando sem que ninguém as ampare.

Tudo isto torna esta época um pouco artificial, tamanha é a ligação ao consumismo.

Deveríamos pensar nas boas acções como um hábito de vida, e igualmente, em termos um coração puro e honesto durante todos os dias da nossa vida, e não somente quando há motivo de festejar alguma coisa.

Bem, o Natal está mesmo à porta!

Espero que cada um de vocês o receba de braços abertos, e «o usem» para reflectirem no vosso ano passado e nas vossas acções. Para que quando chegar o ano novo, comecem com o pé direito, e que os vossos corações se encham de honestidade e bondade para com todos.

Só assim é possível alcançar a mais verdadeira Felicidade.

E desse modo, cria-se a globalização da Felicidade.

Um bem-haja para todos e sejam felizes!

Até para o ano, se Deus quiser.

Marta Costa

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Num dia como os outros, lá apareceste tu no meu caminho.

Trazias contigo um olhar penetrante que me transmitiu desconfiança e medo.

A tua maneira de andar era de tal forma pesada e sofrida, que me chamou a atenção e activou a minha preocupação para contigo.

Não te conhecia, nem sabia de onde vinhas.

Aproximei-me de ti, e como num acto de defesa, já não estavas lá. Não esperaste por mim para fugir.

O certo é que, mesmo assim, como desconhecidos, fiquei com aquele teu olhar a ondular pela minha mente.

Até que, alguns dias depois, voltei-te a encontrar, no mesmo sitio, e com o mesmo olhar.

Não perdi tempo a demonstrar-te a minha confiança, como podias confiar em mim. Jamais te faria mal, independentemente do teu passado.

Era notório, no teu todo, que o passado a ti pertencente, foi sofredor. Prova de que não confiavas em ninguém, nem mesmo em mim.

Apesar disso, confesso, que comigo as coisas foram diferentes. Talvez porque desde o primeiro encontro, ficaste com o meu olhar a rolar pela tua mente, tal como eu fiquei com o teu.

Decidi dar o primeiro passo!

Alguém, de nós, tinha que ceder.

Caminhei até ti, e tu, deste um passo atrás, tamanho era o teu medo.

Mas não desisti nem temi, mesmo não sabendo o que poderia acontecer com este meu acto.

A verdade é que, depois do teu passo atrás, não saiste de onde estavas, e esperaste que eu me aproximasse.

E, frente a frente, separados por apenas um palmo, olhos nos olhos, lá deste tu o teu passo de confiança e vieste para junto de mim.

A confiança não era muita, em ambos, mas o certo é que, conseguimos deixá-la de parte, tamanha era a curiosidade em nos conhecermos.

 Não ficamos muito tempo juntos, mas o pouco que estivemos um com o outro, já tinha dado para entender um pouco de ti, e compreender o porquê desse teu ar e olhar de medo.

Dia após dia, fomos passando cada vez mais momentos juntos. Momentos esses que eram aproveitados para irmos construindo a nossa amizade e confiança.

Com o passar do tempo, depois dos nossos encontros todos, o teu olhar mudou. Já trazias contigo um brilho nos olhos, que me fazia acreditar que foi Deus que te colocou no meu caminho.

Desabafos atrás de desabafos, entendi afinal o teu passado e o porquê desse teu ar pesado e sofrido.

O passado foi muito cruel contigo, amavas uma pessoa que, certamente, também dizia amar-te, e no final, deixou-te para trás e seguiu a sua vida sem se importar contigo e com os teus sentimentos.

Que crueldade!

Foi então que, confirmei que foi Deus quem te colocou na minha vida.

Sim, acredito nisso com toda a convicção. Deus deu-me a oportunidade de te conhecer para me fazer sentir útil, para que eu te pudesse ajudar nesta tua fase, muito dificil da vida.

Assim o fiz, a cada hora do dia, lá ia eu ao nosso ponto de encontro cuidar de ti, para te ajudar a viver de novo e a ser feliz.

Não imaginas a felicidade que me davas, quando vinhas ao nosso encontro, com um aspecto cada vez melhor, e com esse teu olhar magniffico, com um brilho nunca visto antes.

Fiz tudo que estava ao meu alcance por ti, e sei que, tu sabes, que se não fiz mais, foi porque não podia.

Contudo, a tua melhoria foi de curta duração. Não entendia o porquê de te estares a ir abaixo, mas continuei a lutar por ti, nunca desisti de ti. Mesmo sem saber o que se passava.

E, foi naquele dia, que entendi essa tua recaída.

Aquele dia, que vai ficar comigo para sempre, em que fui ao nosso ponto de encontro, e lá estavas tu. Estavas deitado, todo encolhido, e não te mexias.

Não quiz acreditar, até que fui ao teu encontro e coloquei a minha mão sobre o teu corpo. Corpo gelado que tinhas. A minha mão recolheu-se ao perceber que a tua respiração era nula.

Caíram-me lágrimas pelo rosto, não podia acredtiar no que tinha acontecido.

Tal como Deus a ti me deu, também a ti me tirou.

Onde tinha eu errado? O que falhou para eu te perder?

Não entendia o porquê de teres partido tão cedo, ainda há pouco nos tinhamos conhecido.

Até que, depois de reflectir em tudo, entendi que afinal o teu problema, além de ferido por dentro, por te terem abandonado, também tinhas uma doença muito grave, que nada se podia fazer para ela não te levar.

Fiquei triste com a tua partida sem despedida, mas ao mesmo tempo, há uma luz de alegria no meu coração. Luz essa que se deve ao facto de saber que, apesar de cedo, partiste feliz.

Graças à bondade de Deus, em te ter colocado na minha vida, consegui dar-te os melhores dias da tua vida, apesar de terem sido os últimos.

Hoje, sei que estás num sitio melhor e feliz. E nesse mesmo sitio, estás a olhar e a cuidar de mim, sim, eu sei e sinto isso.

Espero, honestamente, um dia mais tarde, voltar a encontrar-te, noutro sitio, para continuarmos os nossos encontros.

Nunca te disse antes, mas tu sabias, adoro-te muito e iei sempre guardar este sentimento só teu.

Dorme bem, meu amigo, Lince!

Dedico este texto ao gatinho, que já vos falei, que tivera sido abandonado, cruelmente, e do qual de tudo fiz para que voltasse a viver de novo.

Gostava de lhe ter mostrado a verdadeira felicidade felina, mas o tempo não esperou, e ele partiu.

lincePartiu por causa de uma grave doença que o atacou. Doença essa causada, infelizmente,  pelo triste abandono que ele teve que vivenciar.

Contudo, sei que ele partiu feliz porque conheceu, um pouco, do que é o amor e a felicidade!

A ti, Lince!

Marta Costa

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sobrevivenciaO dia começou bem cedo, e lá no alto o amigo Sol já espreita por entre as núvens, que adivinham formas nos nossos pensamentos.

 

 

 

Cá em baixo, a azáfama das pessoas já é notória, a cada passo dado nas ruas da cidade.

Todos correm de um lado para o outro, com as suas faces a expressarem sonolência e contradição em voltar a mais um dia de stress de trabalho.

As suas expressões são reflexo dos seus pensamentos, que teimam em as acompanhar naquela correria toda.

De um lado para o outro, a agitação é vivida entre a poluição atmosférica de cada cigarro, e sonóricamente pelos buzinares impaciêntes dos carros que formam filas infinitas nas ruas que deliniam a cidade.

E, no meio de tanta confusão, lá estás tu!

Num canto escolhido por ti, num canto só teu.

Estás tu sentado sobre o cimento sujo e frio, do qual dedicas todas as horas do teu dia.              

E lá estás tu!

Com o teu ar cansado e ferido do tempo, que foi dificilmente duro para contigo. Os teus olhos sem brilho inquietem-se de um lado para o outro, num movimento de observação constante às pessoas que por ti passam.

O teu corpo sujo e cansado, teima em não se mexer, e obriga-te a ficar aí, encostado no teu canto das lamentações.

Pobre de ti!

No meio de tanta alma, sentado no canto só teu, tentas, com humildade, chamar a atenção de quem passa por ti e que teima em não te oferecer um simples olhar, ou um honesto sorriso.

Contudo, não estás só!

Em tua companhia está um ser puro e meigo que não desiste em partilhar contigo as horas que compõem o vosso dia.

E lá está ele!

Sempre aninhado a teu lado e a olhar-te com admiração e carinho.

Admiração, por continuares a tua luta diária pela vida, que um dia foi cruel contigo. E carinho, porque um dia lhe consideraste como amigo, e partilhaste o teu cantinho com ele. Para que juntos, e unidos, possam lutar por cada dia das vossas vidas.

E lá continuas tu!

A tentar, com humildade, cativar o olhar deste e daquele, que cruza no teu canto. Mas, infelizmente, não tens tido muito sucesso.

Embora, em certos momentos, apareça uma alma que te dá um pouco de atenção e, desse modo, enche o teu coração de alegria e esperança.

Lamentavelmente, no momento seguido a essa alegria, surge outra alma que te olha com pena e desprezo.

E nesse mesmo instante, consegue fazer com que a tua alegria desapareça, dando lugar à frustração e à vergonha.

Vais-te a baixo!

Consequência disso, abrandas a tua força de esperança, e ficas aí sentado apenas a desabafar com o teu amigo inseparável.

No meio de tantos desabafos e lágrimas, como de que transmissão de pensamentos, esse teu amigo, sincero amigo, transmite-te uma nova força e vontade de lutar, tamanha é a expressão do seu olhar.

Sim, ele é a tua fonte de energia!

Com isso, logo de seguida, levantas os olhos ao mundo, e continuas a luta pela vida, ou por um pouco de vida.

Apesar de tudo, é bom ver e saber, que ainda há pessoas fortes de espírito e com força de lutar, independentemente da situção e condição.

Pessoas que, tal como tu, não baixam os braços por causa de olhares penosos e desprezíveis, de pessoas que só o fazem porque na realidade têm medo. Medo de um dia serem como tu.

Temem só pelo teu aspecto, pelo teu ar, pois no que toca ao teu dom interior, é algo que elas admiram por não o possuírem. Consequência de não sabem lutar pela vida, tal como tu.

Chegada a hora limite do dia, todos se recolhem em suas casa com as suas familias.

E tu continuas aí!

Continuas no teu canto, com a tua familia, o teu amiguinho e companheiro de luta. Aí ficas à espera de mais um nascer de um novo dia, um novo dia de luta pela vida.

E assim será, até ao teu último suspiro, que ditará a tua partida para um mundo melhor. Aquele mundo que todos desejam conhecer, mas que só alguns o conhecerão, e tu serás um deles… Terás direito a esse tão desejado mundo.

Nesse dia, deixarás para trás o teu cantinho, para assim, dares lugar a outro ser como tu.

Até lá, e durante a tua luta diária, passarei, respeitosamente, diante do teu canto, e irei oferecer-te, sempre, o meu mais honesto sorriso, acompanhado de um olhar, sincero, de força e admiração.

Dedico este texto a um sem-abrigo, que vive a sua luta diária num canto da nossa cidade e pelo qual tenho admiração e carinho.

Dedico igualmente aos outros como ele, sem-abrigos, que vivem nas nossas ruas, e que foram  esquecidos pelo nossos, ditos, governantes.

Sem-abrigos que lutam diáriamente pela sua sobrevivência e por um pouco de vida.

Ele, e muitos como ele, são o exemplo, vivo, de que as aparências iludem. E muito!

Quem anda, por aí, bem parecido e cheio de bens materiais, muitas vezes, são os que vivem numa pobreza imensa de espírito e coração.

E, na verdade, os pobres de bens, são milionários no seu coração e espírito.

Que Deus os ajude e proteja!

Masta Costa

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solidãoNo decorrer da nossa passagem nesta vida, vamos encontrando momentos de alegria mas também, de tristeza e desânimo.

Quando contamos a alguém os momentos de alegria que tivemos, sempre incluímos outras pessoas, pois são essas mesmas pessoas que nos ajudam a construir os tais momentos de felicidade.

Mas, em contrário, já os momentos de tristeza e desânimo, são preenchidos somente por nós, e pelas nossas horas de pranto. Raros são os casos em que envolve pessoas.

Isto tudo tem a sua razão de ser.. Razão essa, que na minha opinião não faz sentido algum..

Muitos dos nossos momentos de tristeza acontecem porque nos chateamos com alguém, ou porque perdemos alguém que nos era querido, porque a vida não nos corre bem, ou porque simplesmente não temos ninguém para falar, desabafar… ninguém mesmo.

A realidade disso é que, infelizmente, as pessoas só estão unidas para o bem.. pois quando o «mal» afecta uma dessas pessoas, as outras afastam-se sem lhes prestar o apoio que deveriam.

Desse modo, quem vê essas pessoas a afastarem-se, acaba por cair na solidão. Solidão que ninguém merece e que ninguém deveria saber e/ou sentir o seu significado.

Sentir-se na solidão é sentir que o elo que nos une a alguém se quebrou e que dificilmente nos unirá ao mundo.

É perdemo-nos de nós mesmos, é estarmos na escuridão e vermos a nossa imagem, como filhos naturais da escuridão.

Solidão é perdemos a nossa alma e procurá-la em vão.

Solidão é vivermos num mundo que é nosso, só nosso e feito à nossa imagem, só para nós.

Mundo esse que ninguém ousa a entrar e que dificilmente nos conseguimos libertar. Libertação essa, deveras dificil, que se deve ao facto de a solidão se tornar a única companheira, e fiel, daqueles que um dia caíram nesse mundo.. o mundo da solidão.

Tudo isto acontece porque somos «abandonados» por aqueles que sempre nos rodearam, mas que naquele momento, em que algo de mal corre nas nossas vidas, essas mesmas pessoas recolhem as suas mãos e deixam-nos cair no abismo da solidão.

Deve ser triste viver em plena solidão, sem alegria de viver, somente com nós mesmos e com a nossa dor.

Nada disto existiria se olhassemos com olhos de esperança e interajuda para quem tem problemas, pois amanhã poderemos ser nós a passar pelo mesmo e a precisar de uma mão amiga…

Deveríamos ser uns para os outros em todos os momentos das nossas vidas.. Nos bons momentos, como também nos maus momentos.. Pois é nos momentos menos bons das nossas vidas, que vemos realmente o carácter das pessoas que nos rodeiam..

Nada é mais inconstante nesta vida do que a própria vida, mas devemos olhar os problemas como provas, e tentar encontrar a solução desses mesmos problemas. Mas, isto só será possível com o factor «união», pois sozinhos não somos nada, ninguém.

Sempre que alguém estiver em baixo, triste ou desanimado, vamos estender sempre as nossas mãos, para assim ajudarmos o próximo.

E desse modo, evitaremos que a solidão se propague por este mundo, e que afecte muitas pessoas que têm o mesmo direito que todos nós.. sermos felizes em união com o mundo e com as pessoas!

Marta Costa

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O tempoTempo… esta palavra que muitos usam mas que dizem não o ter.

Enganam-se aqueles que dizem que não têm tempo.. Nós somos o tempo, o tempo está marcado em cada um de nós.

Somos fruto do tempo, do nosso próprio tempo.

Nascemos num tempo que fica sempre marcado em nós, que nos define, crescemos num tempo que nos alimenta a personalidade, e vamos vivendo num tempo que nos muda a cada segundo e nos transforma mediante o que ele trás consigo.

Tempo esse que passa sem esperar… tempo que deixa as suas marcas em nós, no nosso corpo e na nossa alma.

Só nos apercebemos disso quando recordamos o nosso passado, em fotografias, e relembramos o quanto jovens eramos. Mas, nesse mesmo momento, olhamo-nos ao espelho e notamos que o nosso corpo mudou, que o nosso rosto também mudou.

Fruto do tempo, do passar do tempo por nós.

E lá vão aparecendo, silenciosamente, aquelas pequenas linhas, a que chamamos rugas. Essas tais rugas não são sinónimo de velhice, mas sim de tempo passado, de marcas do tempo da nossa vida.

Cada uma dessas linhas comportam palavras que formam frases, que só nós podemos ler e entender.. Frases essas que retratam a nossa história, a história da nossa vida.

Ainda há aqueles que, cirurgicamente, teimam em mudar o corpo para apagar as linhas do tempo.. Podem realmente conseguir parecer mais novas do que são, mas o passar do tempo continua, e continuará, sempre presente nelas, mais que não seja, nas suas almas.

Quando olhamos para a face de um idoso, carregada de linhas do tempo, podemos ver o quanto o ele passou por elas, o quando o tempo as marcou.

Todas elas transportam consigo um acumular de experiências, de vivências, de histórias, ou seja, de uma vida completa.

«Envelhecer» é o caminho normal das coisas, e é o tempo que nos leva a esse caminho.

Cada um de nós pode, e deve, atenuar o tempo, já que não o podemos eliminar.

Para isso, só depende de nós aproveitar esse mesmo tempo ao máximo, gozando cada hora dele, brincando com cada minuto, rindo dos seus segundos e vivendo com alegria os seus milésimos de segundo.

Todos os dias, dia após dia..

Para que no final, quando voltarmos a olharmo-nos ao espelho, possamos ler nas nossas linhas, frases de felicidade e de uma vida vivida ao máxima, sempre com alegria.

Sejamos felizes, o tempo não espera por nós!

Marta Costa

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LuaQue nome mais bonito… Lua.

Porque te designaram como um simples satélite? «Satélite», que palavra tão vazia para ti, que és plena de beleza e brilho.

Eu prefiro designar-te como minha amiga.. a minha amiga Lua.

Tu, que escondes parte da tua beleza nas tuas fases, mas mesmo assim consegues que a minha admiração por ti continue sempre a aumentar.

Quando não te vejo, as minhas noite parecem tristes, pois para que se consiga desenhar um quadro da noite perfeita, tem que ter a marca da tua presença.

Presença essa que me enche de alegria e brilho!

És aquela amiga a quem eu sei que posso confiar os meus segredos pois jamais os desvenderás a alguém.

Tu que sofres em silêncio, a ausência de um amor, mas mesmo assim continuas deslumbrante a cada noite..

Amor esse, que só é possivel a cada eclipse, onde encontras, finalmente, o teu amado, o Sol..

Mas que amor tão sofrido o vosso..

Se o vosso amor é assim tão luminoso, porque o trais?

Porque o trais com o mar, ao te entregares todas as noites a ele.. em reflexos de luz, em que só vocês conhecem a línguagem desse amor…

Contudo, amiga Lua, esse será o nosso segredo…

Nunca o contarei a ninguém, nem mesmo ao meu amigo Sol, pois sei que iria sentir-se triste, e deixaria de ter o poder de aquecer e iluminar os meus dias.

Em mim ficará para sempre o teu segredo… o segredo da Lua!

Marta Costa

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