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Posts Tagged ‘coração’

3-4989Se olharmos em redor de tudo o que nos é apresentado, veremos inúmeras coisas das quais desenham o quadro da nossa realidade.

 

 

Mesmo que sufocados pela imensidão de elementos da vida, não podemos deixar que esses mesmos elementos entrem em cada um de nós, e que tenham influência em nós e na nossa existência.

Há que analisar, de olhos bem abertos e sentidos apurados, tudo o que teima em marcar lugar na nossa vida.

Essa análise passa pela simples sabedoria, e conhecimento, do que é realmente certo e o que, falsamente, nos aparenta ser correcto.

O bem e o mal está em tudo o que circunda o nosso caminho, e cabe a cada um de nós descobrir o que é bom, e conquistá-lo, e o que é mau, afastando-o e eliminando-o das nossas vidas.

Contudo, há certas coisas que aparentemente nos parecem correctas, e saudáveis para a nossa vida, mas que com o tempo compreendemos que afinal não passavam de uma coisa má, mas mascarada de algo bom.

Neste tipo de acontecimento, podemos encontrar pessoas que, de uma forma ou de outra, teimam em nos acompanhar na nossa caminhada.

Apesar dessas pessoas terem um papel, meramente, secundário ao contrário do nosso, em que somos os principais protagonistas na peça da vida, elas acabam por ter alguma influência no nosso papel.

Essa influência pode ser de vertente positiva ou negativa.

Existem, infelizmente, pessoas que inicialmente entram na nossa vida com uma máscara de pessoa bondosa e honesta e que, aparentemente, só querem o nosso bem.

Tudo parece correr às mil maravilhas e sentimo-nos felizes e realizados, por termos do nosso lado pessoas de bom coração, das quais podemos esperar ampáro, compreensão, ajuda, aconselhamento, ou seja, uma amizade honesta na sua plenitude.

Tudo realmente parece encaminhar-se, e a qualquer dúvida e/ou obstáculo recorremos a essa pessoa, em busca de uma luz ao fundo do túnel.

E parece que na verdade a vemos.

Mas tudo acaba por se virar do avesso, quando essa luz se apaga.

Apaga-se no dia em que a máscara dessa pessoa, que outrora nos era bondosa e de bom coração, cai por terra.

E, ao cair por terra, vemos como é realmente a pessoa que se escondia por detrás daquela, maravilhosa, máscara.

Só aí é que caímos no que é real, e compreendemos que na verdade todo aquele tempo em que nos sentiamos felizes e realizados, por pensarmos que tinhamos uma boa pessoa do nosso lado, não passou de uma felicidade de fachada.

Felicidade falsa, concedida por alguém que nos dizia coisas boas, das quais sempre quisemos e gostamos de ouvir.

Essas palavras boas de conforto, eram apenas ditas para nos conquistar e não para nos ajudar.

Truque, intensionalmente, usado por essas pessoas que sabem como influenciar e «cativar» os outros.

Convencendo-as, erradamente, que são boas pessoas e que só querem o bem.

Esta realidade não está visível a qualquer um que esteja a ser, cruelmente, enganado por alguém que se faz passar por uma pessoa bondosa e amiga.

O que nos «impede» de nos apercebermos, antecipadamente, que estamos a ser vítimas de outras pessoas, é o facto de essas mesmas pessoas saberem usar as palavras da melhor maneira.

Jogando as palavras com as situações a que somos sujeitos e confrontados.

Esta é a maior dificuldade a que nos deparamos, e da qual nos tapa os olhos do que é na verdade a realidade.

Depois de sucedida esta infeliz descoberta, somos invadidos por sentimentos de tristeza e desilusão, porque nos deixamos levar por alguém que afinal não queria o nosso bem, como afirmava querer.

Para que isto não aconteça, ou volte a acontecer nas nossas vidas, temos que estar atentos a tudo e a todos, como guardiões de um grande tesouro.

Neste caso, o tesouro em questão é a nossa vida e a nossa felicidade.

Há que ter sempre em mente que ninguém quer o nosso bem, mais do que nós mesmos.

Claro que com isto tudo, não podemos fechar as portas da nossa vida a tudo e a todos, como se estivessemos sempre a ser «atacados» e desconfiados do mundo.

Não! Essa não é a solução.

O segredo está em acreditar, primeiramente, em nós mesmos, no que queremos e somos.

Após essa aprendizagem, devemos ter em atenção as pessoas que deixamos que façam parte do livro da nossa vida, e aprofundar o conhecimento e descoberta do que elas realmente são, e o que poderão trazer para a nossa vida.

Sempre confiando em nós mesmos, e nos nossos sentidos.

Não nos podemso deixar influenciar por pessoas que, secretamente, querem prejudicar-nos de alguma maneira, mesmo que elas só nos ofereçam palavras doces e meigas.

Pois lembrem-se que a falsidade existe!

E quando menos esperarmos ou contarmos, ela está mesmo ao nosso lado, pronta para nos «atacar».

No entanto, se não queremos ser vitímas dessa falsidade, e viver falsamente uma felicidade, temos que ouvir o nosso coração e a nossa racionalidade de sentidos.

Temos que desenvolver a nossa capacidade de sermos espertos nesta vida, porque há quem já o seja e usam-nos pela nossa inocência e bom-senso.

É verdade que a vida só é vida, se for vivida na companhia de outras pessoas.

Mas para isso, há que deixar entrar pessoas, realmente, boas de coração e que praticam a honestidade.

Só assim viveremos uma felicidade verdadeira e sincera.

Deixando de lado de fora da nossa vida aquelas pessoas que, espertamente, usam uma boa aparência de pessoa honesta e sincera, mas que no fundo não passam de uma falsidade.

Pois essas pessoas não trazem nada de bom para nós e para a nossa vida, muito pelo contrário, só trarão más influências que nos acabarão por prejudicar.

Pensem bem, pois quando menos esperamos somos mais uma vítima de pessoas espertas, que se aproveitam das nossas fragilidades.

Marta Costa

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esperar

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

No decorrer do percurso, na caminhada da vida, somos obrigados voluntariamente, ou involuntariamente, a cumprir certas e determinadas acções.

Muitas dessas acções são uma mera imposição de compromissos, dos quais somos os principais protagonistas.

Todos agem e actuam em prol de algo que faz parte, ou irá fazer parte, das suas vidas.

As acções, que praticamos, são seguidas de um momento em que nada nos resta fazer.

Esse momento é, meramente, caracterizado pela espera.

Esperar que os resultados, das nossas correntes acções, se desenvolvam e  tragam o que nós esperavamos ou desejavamos.

Contudo, há certas acções que, cada um de nós, poderia exercer para que os resultados fossem positivos, num modo global.

Em toda a nossa existência, vivemos alguns momentos de espera, os quais não trazem melhorias na qualidade de vida, e por conseguinte, não favorecem a qualidade da saúde do Mundo.

Toda a gente tem os seus momentos de espera.

Todos esperam pelo autocarro; esperam por um táxi; esperam, ansiosamente, sentados nos seus carros, por um sinal luminoso verde, para poderem seguir em frente nos seus caminhos.

Há ainda, pessoas que esperam por um telefonema, por uma carta ou, até mesmo, esperam desesperadamente, pelo fim do mês.

Estas pessoas, têm os seus tais momentos de espera, dos quais são, em grande parte, imposições da vida.

No entanto, há elementos da vida, que poderíamos mudar, em conjunto, se dedicássemos mais tempo aos actos, e menos à espera.

Porquê esperar, que alguém, um dia, acabe com a destruição do Planeta?

Quando podemos, juntos, agir para mininizar essa destruição.

Para assim, um dia mais tarde, tornar essa mesma destruíção extinta, e dar uma longa vida ao nosso Planeta.

Porquê esperar, que as boas acções, para com os outros, sejam praticadas por alguém bondoso?

Quando podemos, ser nós essa pessoa bondosa, e ajudar o próximo e quem necessite, tal como também seremos ajudados, e amparados, quando  precisarmos.

Desta forma, tornaremos o mundo repleto de habitantes de bom coração, e com bem-estar pessoal e social.

Porquê esperar, que os animaizinhos tenham, num futuro, uma existência feliz e descansada?

Quando podemos, juntos e unidos, acabar com as crueldades contra esses seres magnificos, que têm tanto direito de viver, tal como cada um de nós.

Assim, viveríamos em plena harmonia com os animais, e acabaria a extinção de muitas espécies, que sem culpa estão a ser vítimas nas nossas mãos.

Porquê esperar, que, um dia, um inventor qualquer, crie uma máquina que purifique a atmosfera?

Quando podemos, nós mesmos, abdicar, em momentos desnecessários, do carro e passear a pé. Poderíamos largar o vício poluídor do tabaco, que é simplesmente como mini-chaminés a poluir o ar. E, poderíamos minimizar os nossos desperdícios, para acabarmos com as, inúmeras, lixeiras a céu aberto.

Com tudo isto, melhoraríamos a qualidade do ar que respiramos, e diminuiríamos a poluíção da atmosfera.

Porquê esperar, que a violência e as drogas, acabem por obra divina do Espirito Santo?

Quando poderíamos ajudar aqueles que, se deixam levar pelos maus caminhos da vida, como também, poderíamos alertar quem se encontra «às portas» desses mesmos, desencaminhadores, caminhos.

Se assim o fizéssemos, seríamos uma comunidade familiar, onde a confiança entre todos era, pacificamente, algo de união e força.

Viveríamos, sem medos e receios.

Ou seja, instalar-se-ia a Paz e Harmonia, onde o bem-estar se tornaria global pelo Mundo.

Porquê esperar, que as coisas boas se tornem realidade, quando nada fazemos para que elas sejam, na verdade, algo de comum para todos?

Em vez de aguardarmos que, um dia, alguém se lembre de tornar real, o que mais desejamos, em algo visível ou, até mesmo, em algo que possamos sentir, deveríamos ter como hábito comum de vida, as acções que são positivas ao melhoramento da nossa vida, da vida dos outros, e à vida do Mundo.

Para quê esperar, quando podemos deixar essa mesma espera de lado, e «trabalharmos», para que a Felicidade e Paz seja um bem digno, e ao alcance, de todos.

Mas, para isso, não se pode deixar que a «espera», seja um hábito global de mero comodismo.

Há que lutar para que, juntos e unidos, possamos mudar e melhorar o que de mal, e errado, há no Mundo a que todos pertence e, por conseguinte, na vida de todos nós.

Podemos ser pró-activos, ou envelhecer à espera que actuem por nós.

Marta Costa

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MelodiaNum dia, muito chuvoso, em que o sol teimava em não nos aquecer com os seus braços quentes, parei no tempo a observar cada gota que caía, repetidamente, no chão molhado.

Desliguei-me de tudo o que me rodeava, e silenciei o barulho, incansável, de uma cidade atarefada.

Sons, que como num toque de magia, cessaram em favor de uma melodia suave e doce, que outrora se camuflava por entre a poluição sonora da cidade.

Melodia desconhecida, voluntariamente, por cada pessoa que vive, dia após dia, no turbilhão de momentos das suas vidas.

 

Ao longo do tempo que, com gratidão e agrado, dispensei para ouvir esse som melódico, deparo-me com uma realidade que antes não me era tão evidente assim.

Apercebo-me, então, que a melodia que oiço, é exclusivamente dedicada a mim.

Só minha!

Como poderei eu, simples mortal, rejeitar uma oferta da Mãe Natureza?

Simplesmente, não posso!

Nem quero, pois é algo que me enche de alegria e que me faz entender, e sentir, que sou amada por quem me criou.

Ironicamente, ouvem-se nas rádios, conversas musicais, entre pessoas que com ignorância ou desconhecimento, escolhem músicas como troféus das suas vidas.

Dedicam músicas a terceiros, e a elas próprias, com a justificação de ser a música das suas vidas.

Estas mesmas pessoas, só o fazem porque desconhecem que, na realidade, a música da vida delas, já nasceu com elas, e as vai acompanhando a cada passo dado no caminho da vida.

Música, que jamais fora inventada por um músico, que brinca com as palavras, e que as vai conjugando em frases que ao som de muitos instrumentos, formam musicalidades que com o tempo, todos os que a ouvem, vão decorando a letra, e a vão cantando de cor e salteado.

No entanto, há uma música da qual cada um de nós é o único autor e só nós, no nosso íntimo, podemos interpretar e decifrar cada letra e cada palavra.

Simplesmente, composta por uma melodia tão natural como qualquer coisa criada pela Natureza.

E, que só a nós pertence, e só nós temos o poder de a criar e de a entender na sua plenitude.

Nessa melodia, não há terceiros para ser criada, nem instrumentos para ser acompanhada.

Como é criada pela Natureza, para cada seu filho, ela é composta unicamente por elementos naturais, como os chilrear dos passarinhos, o cair das folhas, o som de cada gota de chuva a cair suavemente no chão, entre muitas outras coisas tão naturais.

Eu, tu, e toda a gente, tem a melodia da vida!

Para ouvi-la, basta encontrar o silêncio, puro e natural, e deixar que a melodia da vida comece a tocar, por nós.

Tal como qualquer música, ela tem os seus momentos de desafinação, que mais cedo ou mais tarde, encontra a afinação correcta para, assim, se tornar numa bela e doce melodia.

Desafinações, que são reflexos dos momentos menos bons da nossa vida, que com o tempo e com muita força de vontade, se tornam em acordes afinados, reflexos dos bons momentos da nossa vida.

Altos e baixos, são os acordes que compõe a melodia da nossa vida, e só depende de cada um de nós, com ensaios de vida, manter os altos e enfrentar os baixos, para que a nossa vida se preencha de bons e agradáveis momentos.

Por conseguinte, esse preenchimento de bons momentos, transformam a nossa simples melodia, plenamente maravilhosa e doce.

Ela depende de nós para ser bela, e para durar mais do que os banais cinco minutos, de cada música ouvida na rádio. Ela pode durar uma eternidade, só depende de cada um de nós, pois só nós somos os compositores, os vocalistas e os maestros da nossa melodia da vida.

Apenas, e exclusivamente, temos o papel principal de a tornar na melhor melodia, que jamais fora tocada aos ouvidos e coração dos outros.

E assim sendo, durante a nossa vida, os ouvintes, as pessoa que nos rodeiam, aprendem a ouvir também elas a melodia da vida e, assim, a tornem cada vez melhor para que, ao som da sua melodia, encontrem o troféu mais desejado, a felicidade.

Tu, vocês, e todo o mundo, deixem entrar a melodia, e que ela preencha os vossos corações de alegria.

Só dessa maneira, poderão corrigir o que há de desafinado na vossa vida.

E, para que no final, todos possam ver que a melhor melodia do mundo, é a das vossas vidas.

Marta Costa

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festasDia após dia, vai-se aproximando, a passos largos, os tão desejados dias!

Desejados por uns, e menos importante para outros.

 

Contudo, é bem esperado por todas as crianças.

Com a sua chegada, a azáfama vai crescendo na vida de cada um, ao vermos centenas de pessoas, em correrias sem fim, de um lado para o outro, com os seus pensamentos entregues a milhares de coisas.

A alegria mistura-se com o ar frio do Inverno, e que faz adivinhar a época que nos espera.

O Natal!

É uma época que só nos visita uma vez em cada ano, e que nos acompanha por apenas poucos dias. Uma época que apesar de ser de curta duração, tem uma enorme influência em cada um de nós.

Vivemos cada momento, desses curtos dias, com o coração preenchido de alegria, bondade e fraternidade.

Todos estes sentimentos, ironicamente adormecidos ao longo do ano, resultam da união de muitas famílias que, anseiam satisfazer os mais desejados desejos de cada membro da família.

Famílias e famílias unidas, saboreiam as comidas características desta época, e deliciam-se com os olhares e sorrisos de felicidade das criancinhas, ao verem o seu pequeno  mas grande desejo, a ser realizado por alguém que desconhecem, mas do qual os contos e histórias, teimam em mantê-lo na mente de cada criança.

Que quadro Natalício mais bonito de se ver!

No entanto, e apesar desta aparente felicidade, esta época não é tão desejada para muitas outras pessoas. Isto tudo, originado por diversos e variadissímos motivos, dos quais torna esta época contraditória no seu sentido completo.

Infelizmente, a cada passagem da minha vida, vou confirmando essa contradição. Vou olhando para esta época com uma visão muito diferente da que tinha no passado.

Antigamente, eu era uma dessas pessoas que ansiava, receber de braços abertos, a chegada do Natal. Pois sabia que durante esses dias, toda a gente andava de coração aberto uns para os outros.

As famílias reuniam-se em amor, fraternidade e em plena comunhão.

O mais importante, naquele tempo, era dedicar aquela época à família e não aos bens materiais, como hoje.

Toda esta época festiva, hoje em dia, é envolvida pelo consumismo.

Durante  o ano que antecede o Natal, é vivido entre o stress, o descontentamento e as crises. E, tudo isto é vivido com o esquecimento do que é realmente o significado de «família» e da união famíliar.

Mas, como num toque de magia, todos estes problemas são esquecidos, dando lugar ao consumismo e ao gasto do dinheiro, que outrora tivera sido «chorado» e tão desejado.

Isto é um erro comum, pois o mais importante era que se entendesse,  o mais digno  significado do Natal.

O Natal é a celebração do nascimento de Jesus Cristo, e essa celebração deveria ser feita em família e com o amor no seu auge.

Pois Deus disse para nos amar-mos uns aos outros, como se fazia antigamente, e não, para nos ofertar-mos uns aos outros, como nos tempos de hoje.

O que deveria ser mais realçado nesta época, não é o quanto podemos gastar, mas sim o quanto podemos amar e o que podemos criar com esse amor.

Ao longo destes dias somos bombardeados com campanhas disto e daquilo, com acções de bondade de mais aquilo, etc, para ajudarmos criancinhas sem família, para ajudarmos igualmente os idosos, pobres e sem-abrigo.

Fazem um rol de boas acções, só porque é Natal!

As boas acções, em nome de quem mais precisa, deveriam ser feitas ao longo do ano, e não somente nesta época, só porque é Natal.

E depois? Quando passar esta época, o que se vai seguir?

O mesmo de sempre, e será sempre assim, infelizmente.

Ao longo do ano seguinte tudo volta à normalidade,  e são esquecidas todas as pessoas que, infelizmente, pouco ou nada têm e que vão lutando sem que ninguém as ampare.

Tudo isto torna esta época um pouco artificial, tamanha é a ligação ao consumismo.

Deveríamos pensar nas boas acções como um hábito de vida, e igualmente, em termos um coração puro e honesto durante todos os dias da nossa vida, e não somente quando há motivo de festejar alguma coisa.

Bem, o Natal está mesmo à porta!

Espero que cada um de vocês o receba de braços abertos, e «o usem» para reflectirem no vosso ano passado e nas vossas acções. Para que quando chegar o ano novo, comecem com o pé direito, e que os vossos corações se encham de honestidade e bondade para com todos.

Só assim é possível alcançar a mais verdadeira Felicidade.

E desse modo, cria-se a globalização da Felicidade.

Um bem-haja para todos e sejam felizes!

Até para o ano, se Deus quiser.

Marta Costa

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Num dia como os outros, lá apareceste tu no meu caminho.

Trazias contigo um olhar penetrante que me transmitiu desconfiança e medo.

A tua maneira de andar era de tal forma pesada e sofrida, que me chamou a atenção e activou a minha preocupação para contigo.

Não te conhecia, nem sabia de onde vinhas.

Aproximei-me de ti, e como num acto de defesa, já não estavas lá. Não esperaste por mim para fugir.

O certo é que, mesmo assim, como desconhecidos, fiquei com aquele teu olhar a ondular pela minha mente.

Até que, alguns dias depois, voltei-te a encontrar, no mesmo sitio, e com o mesmo olhar.

Não perdi tempo a demonstrar-te a minha confiança, como podias confiar em mim. Jamais te faria mal, independentemente do teu passado.

Era notório, no teu todo, que o passado a ti pertencente, foi sofredor. Prova de que não confiavas em ninguém, nem mesmo em mim.

Apesar disso, confesso, que comigo as coisas foram diferentes. Talvez porque desde o primeiro encontro, ficaste com o meu olhar a rolar pela tua mente, tal como eu fiquei com o teu.

Decidi dar o primeiro passo!

Alguém, de nós, tinha que ceder.

Caminhei até ti, e tu, deste um passo atrás, tamanho era o teu medo.

Mas não desisti nem temi, mesmo não sabendo o que poderia acontecer com este meu acto.

A verdade é que, depois do teu passo atrás, não saiste de onde estavas, e esperaste que eu me aproximasse.

E, frente a frente, separados por apenas um palmo, olhos nos olhos, lá deste tu o teu passo de confiança e vieste para junto de mim.

A confiança não era muita, em ambos, mas o certo é que, conseguimos deixá-la de parte, tamanha era a curiosidade em nos conhecermos.

 Não ficamos muito tempo juntos, mas o pouco que estivemos um com o outro, já tinha dado para entender um pouco de ti, e compreender o porquê desse teu ar e olhar de medo.

Dia após dia, fomos passando cada vez mais momentos juntos. Momentos esses que eram aproveitados para irmos construindo a nossa amizade e confiança.

Com o passar do tempo, depois dos nossos encontros todos, o teu olhar mudou. Já trazias contigo um brilho nos olhos, que me fazia acreditar que foi Deus que te colocou no meu caminho.

Desabafos atrás de desabafos, entendi afinal o teu passado e o porquê desse teu ar pesado e sofrido.

O passado foi muito cruel contigo, amavas uma pessoa que, certamente, também dizia amar-te, e no final, deixou-te para trás e seguiu a sua vida sem se importar contigo e com os teus sentimentos.

Que crueldade!

Foi então que, confirmei que foi Deus quem te colocou na minha vida.

Sim, acredito nisso com toda a convicção. Deus deu-me a oportunidade de te conhecer para me fazer sentir útil, para que eu te pudesse ajudar nesta tua fase, muito dificil da vida.

Assim o fiz, a cada hora do dia, lá ia eu ao nosso ponto de encontro cuidar de ti, para te ajudar a viver de novo e a ser feliz.

Não imaginas a felicidade que me davas, quando vinhas ao nosso encontro, com um aspecto cada vez melhor, e com esse teu olhar magniffico, com um brilho nunca visto antes.

Fiz tudo que estava ao meu alcance por ti, e sei que, tu sabes, que se não fiz mais, foi porque não podia.

Contudo, a tua melhoria foi de curta duração. Não entendia o porquê de te estares a ir abaixo, mas continuei a lutar por ti, nunca desisti de ti. Mesmo sem saber o que se passava.

E, foi naquele dia, que entendi essa tua recaída.

Aquele dia, que vai ficar comigo para sempre, em que fui ao nosso ponto de encontro, e lá estavas tu. Estavas deitado, todo encolhido, e não te mexias.

Não quiz acreditar, até que fui ao teu encontro e coloquei a minha mão sobre o teu corpo. Corpo gelado que tinhas. A minha mão recolheu-se ao perceber que a tua respiração era nula.

Caíram-me lágrimas pelo rosto, não podia acredtiar no que tinha acontecido.

Tal como Deus a ti me deu, também a ti me tirou.

Onde tinha eu errado? O que falhou para eu te perder?

Não entendia o porquê de teres partido tão cedo, ainda há pouco nos tinhamos conhecido.

Até que, depois de reflectir em tudo, entendi que afinal o teu problema, além de ferido por dentro, por te terem abandonado, também tinhas uma doença muito grave, que nada se podia fazer para ela não te levar.

Fiquei triste com a tua partida sem despedida, mas ao mesmo tempo, há uma luz de alegria no meu coração. Luz essa que se deve ao facto de saber que, apesar de cedo, partiste feliz.

Graças à bondade de Deus, em te ter colocado na minha vida, consegui dar-te os melhores dias da tua vida, apesar de terem sido os últimos.

Hoje, sei que estás num sitio melhor e feliz. E nesse mesmo sitio, estás a olhar e a cuidar de mim, sim, eu sei e sinto isso.

Espero, honestamente, um dia mais tarde, voltar a encontrar-te, noutro sitio, para continuarmos os nossos encontros.

Nunca te disse antes, mas tu sabias, adoro-te muito e iei sempre guardar este sentimento só teu.

Dorme bem, meu amigo, Lince!

Dedico este texto ao gatinho, que já vos falei, que tivera sido abandonado, cruelmente, e do qual de tudo fiz para que voltasse a viver de novo.

Gostava de lhe ter mostrado a verdadeira felicidade felina, mas o tempo não esperou, e ele partiu.

lincePartiu por causa de uma grave doença que o atacou. Doença essa causada, infelizmente,  pelo triste abandono que ele teve que vivenciar.

Contudo, sei que ele partiu feliz porque conheceu, um pouco, do que é o amor e a felicidade!

A ti, Lince!

Marta Costa

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