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«Desgosto», uma palavra só mas com um significado tão forte.

Sempre ouvi falar nesta palavra, sempre ouvi frases compostas por ela. Mas o que eu nunca senti foi o seu verdadeiro significado.

Significado esse que doí e magoa a alma.

Sim, infelizmente, e recentemente, descobri o que significa a palavra «desgosto».

É realmente desgostoso alguém, por vontade própria, ferir o nosso coração e magoar a nossa alma…

Mas porquê?

Porquê? Se a vida foi feita  para todos.

Porquê? Se o direito de lutar pela felicidade, é igual para todos.

Porquê? Se o livro Sagrado diz que somos todos filhos de um só Pai, ou seja, somos todos irmãos.

Porquê? Se deveríamos ser uns para os outros.

Porquê?…

Pois, ninguém me sabe responder..

Nem mesmo tu!!

Não duvido disso, pois foste tu quem me fez descobrir o que é sentir um grande desgosto, que obriga o meu coração a chorar de tanta dor.

Sim, foste tu!!!

Tu, que quando vieste para o meu mundo nada eras, não tinhas nada nem amor por ti mesma.

Tu, a quem eu sempre de mim dei, para que descobrisses o que é a vida.

Tu, a quem eu ensinei o que é a verdadeira felicidade e o que ela nos faz sentir.

Tu, por quem eu abdiquei de inúmeras coisas, colocando-te sempre acima de tudo e de todos, para que nada te faltasse.

Tu, que sempre foste protegida por mim, e só por mim. Pois via-te como uma menina triste, que eras, e perdida neste mundo de loucos.

Tu, que sempre eras ignorada e criticada pelos outros, menos por mim. Nunca liguei ao que os terceiros diziam de ti, pois sempre acreditei que toda a gente merece oportunidades de vida.

Tu, que sempre foste fechada no teu mundo e que sempre fugias do «público», tamanho era o complexo de ti mesma.

Tu, a quem dei tudo o que podia, e até com o meu tecto te abriguei, e meus amigos e familia partilhei.

Fico-me por aqui, pois ficaria horas e horas a ditar o que sempre fiz por ti, para te ver e fazer feliz, pois só aí eu poderia ser igualmente feliz.

Em suma, olhava-te como uma menina por quem eu criei um laço afectivo, forte e honesto, ao ponto de te chamar, e considerar,  uma verdadeira irmã.

Erro meu!!!

Fui enganada durante muitos anos, pensando que estaria a fazer as coisas certas por um ser que nunca conheceu, verdadeiramente, a vida.

Erro meu, doloroso erro!!!

Erro que hoje sinto na pele. Quanto fui ignorante em acreditar nas tuas palavras. Palavras que em momentos me soavam a honestidade, e que reflectiam a tua gratidão por tudo. Mas que palavras… Foram sim, palavras falsas, para me fazeres acreditar que estavas realmente grata comigo.

Nunca te pedi nada, nem um só «obrigada!».

Simplesmente te pedia para olhares a vida como ela realmente é, como eu te mostrava. E pedia para lutares por ti, e pelos teus sonhos, pois todos têm o direito de sonhar e realizar os seus sonhos.

Que idiotice a minha!

Tanto, para nada.

Tanto, para no final, quando já tinhas o que nunca tinhas conseguido até então, cuspires no prato que sempre te alimentou. Sem vergonha ou remorso algum.

É triste, é mesmo triste existir pessoas como tu.

Tu, sim, bem sabes que falo de ti.

Quero dizer-te que não guardo rancor, nem nada que se pareça, pois sempre fiz o que devia fazer.

Cumpri a minha missão.. O que fiz por ti, faria por qualquer pessoa. E continuarei a fazer, pois acredito que neste mundo haverá pessoas bem melhores que tu. Pessoas que vivam com a felicidade dos outros, e não como tu, que só vive com a infelicidade alheia.

Contudo, apesar deste doloroso desgosto, que me fez sofrer muito, confesso aqui, que fico feliz, porque dei a um ser o que ele sozinho nunca conseguiria. 

E tu, se és feliz, guarda essa felicidade.

Deus queira que seja por muito tempo.

Sabes porquê?

Porque se assim o for, irás sempre lembrar-te de mim, e sempre pela positiva. O que eu já não poderei dizer o mesmo de ti…

Aproveito, desde já, para dizer-te que hoje morres em mim.
(…)
E a vocês, caros amigos, lembrem-se sempre:

«Amar o próximo é um modo de vida, é uma benção. Mas mantenha sempre aquele pézinho atrás, pois ninguém quer o nosso bem mais do que nós mesmos.» 

Autor desconhecido

Marta Costa

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