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Posts Tagged ‘silêncio’

LuaQue nome mais bonito… Lua.

Porque te designaram como um simples satélite? «Satélite», que palavra tão vazia para ti, que és plena de beleza e brilho.

Eu prefiro designar-te como minha amiga.. a minha amiga Lua.

Tu, que escondes parte da tua beleza nas tuas fases, mas mesmo assim consegues que a minha admiração por ti continue sempre a aumentar.

Quando não te vejo, as minhas noite parecem tristes, pois para que se consiga desenhar um quadro da noite perfeita, tem que ter a marca da tua presença.

Presença essa que me enche de alegria e brilho!

És aquela amiga a quem eu sei que posso confiar os meus segredos pois jamais os desvenderás a alguém.

Tu que sofres em silêncio, a ausência de um amor, mas mesmo assim continuas deslumbrante a cada noite..

Amor esse, que só é possivel a cada eclipse, onde encontras, finalmente, o teu amado, o Sol..

Mas que amor tão sofrido o vosso..

Se o vosso amor é assim tão luminoso, porque o trais?

Porque o trais com o mar, ao te entregares todas as noites a ele.. em reflexos de luz, em que só vocês conhecem a línguagem desse amor…

Contudo, amiga Lua, esse será o nosso segredo…

Nunca o contarei a ninguém, nem mesmo ao meu amigo Sol, pois sei que iria sentir-se triste, e deixaria de ter o poder de aquecer e iluminar os meus dias.

Em mim ficará para sempre o teu segredo… o segredo da Lua!

Marta Costa

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DesilusãoA desilusão é um sentimento que faz doer o coração.

Coração que fica arrasado e desfeito, sufocado em tanta dor que me atormenta por dentro.

Dentro de mim jaz a mágoa de não perceber o porquê de tanto ódio, que um dia me pareceu ser amor.

Amor? Nos olhos, que me falaram nesse dia, só vi o ódio, e raiva nas palavras que até hoje estão gravadas na minha mente.

Essas palavras foram facadas no peito, que me entraram no coração e me rasgaram a alma.

Alma minha, que hoje vives num silêncio escuro, mas em gritos de dor. Dentro de mim, ela sente-se segura, tem medo do mundo, do nosso mundo.

Mundo nosso que com tanta saudade me mata e tudo que um dia senti.

Senti que o mundo me fugiu dos pés, caí no abismo da dor… Que deixaste de sentir?

Sentir algo que um dia me encheu o coração, que era uma dádiva de Deus.

Deus esse que me acompanha dia-após-dia, e , pergunto-lhe se te terei comigo novamente, senão não vale a pena viver.

E sabes que me respondeu? O que não vale a pena é estar à espera da morte, é preciso lutar, isso é que vale a pena.

Lutar por aquilo que acreditamos que nos faz realmente feliz. Feliz?

Felizes os que constroem a Felicidade em alicerces de amor verdadeiro, portas de carinho e janelas de beijos, sem nunca plantar a Felicidade deles sobre a infelicidade de ninguém.

Pois ninguém merece a infelicidade de viver uma desilusão que surge da forma mais surpreendente que nunca pensei.

Pensei, sim, que esse sentimento só existia em livros. Livros que explicam que há meios que não justificam os fins…

Fim esse que eu jamais quero saber o significado… não do teu lado!

Marta Costa

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