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Posts Tagged ‘sorriso’

Recordações FuturasBem cedo, num dia em que o sol já mantinha os seus raios luminosos, bem aquecidos, a iluminar mais nascer de dia, na vida de cada pessoa, dou comigo a despertar, antes da hora prevista pelo despertador, e a começar mais este novo dia, que me é apresentado.

Desta vez, ele começara bem diferente do habitual, pois o calor matinal, fora de época, convidou-me para uma saída da rotina, bem antes do trabalho.

Tirei um tempinho, só para mim!

O dia estava maravilhoso com um sol, bonito e quente, a despertar os passarinhos em cantos de alegria, e com as árvores a dançar ao som dessa melodia, com as suas folhas primaveris.

Tudo brotava harmonia e vida!

Depois de uma, bela e saudável, caminhada a pé, pela cidade barulhenta, dou comigo sentada numa esplanada, a saborear o tempo, acompanhada de um curtíssimo e forte café.

Enquanto isso, e em contradição ao meu estado de espírito, calmo e sossegado, passam por mim pessoas numa correria, constante e frenética, ansiosas em chegar aos seus locais de trabalho.

No entanto, e apesar daquele cenário stressante, não me deixo abater nem afectar pelo turbilhão de estados de espírito e de sentimentos.

Muito pelo contrário, deixo-me ficar na minha pacificidade, enquanto observo atentamente, a cada segundo, o stress a guiar cada pessoa.

Idosos, adultos, adolescentes e crianças, todos passam por mim, e olham-me como uma estranha.

Olham-me como mais uma, mera, pessoa à face da Terra.

Contudo, mesmo que eu lhes pareça uma estranha que, simplesmente, toma o seu café numa esplanada, todos eles têm um significado para mim.

Um significado, meramente pessoal, que começa pelas crianças e adolescentes, passando pelos adultos e que terminando nos idosos.

As crianças, porque me levam à infância, que um dia eu vivi.

Uma infância, onde os momentos eram vividos na partilha de emoções, entre brincadeiras e aventuras. Algo típico da inocência da idade, onde as responsabilidades não passavam de um simples escovar de dentes, e de um arrumar de brinquedos após um dia, cansativo, de brincadeiras e aventuras.

Uma época, em que somos o centro das atenções, de tudo e de todos.

Passada esta fase, deixamos de ser apenas crianças, e tornamo-nos crescidos.

É chegada, então, a adolescência.

Tempo, em que as brincadeiras já se tornam menos frequentes e mais crescidas.

Os adolescentes, levam-me a recuar um pouco no tempo, lembrando e recordando a época da adolescência, onde já se começava a desenhar, em rascunhos, o caminho da vida e de um futuro.

Aqui, as responsabilidades já se tornam mais significativas, que vão de um obter de boas notas nos estudos, passando pelo ajudar nas tarefas familiares, e de um chegar sempre a horinhas a casa, quando começam as saídas com os amigos.

Responsabilidades básicas que, naqueles tempo, eram motivo de contestação e birra, mas que com o passar do tempo tomamos consciência que são um treino, saudavelmente fácil, para o que nos esperava a seguir.

É uma época, em que já não somos o centro, total, das atenções, mas sim o começo de uma partilha de atenções para com as pessoas que caminham ao nosso lado, e que marcam a nossa fase da adolescência.

Passada a adolescência, encontro-me a olhar para os adultos.

Fase, em que todas as responsabilidades se multiplicam e dificultam.

Um tempo, em que nós dependemos de nós mesmos, e onde a nossa independência é influenciada pelo assumir e cumprir de responsabilidades.

Aqui, somos nada mais, nada menos, que lutadores do jogo da vida. Lutamos, diariamente, para atingir os nossos objectivos e é chegada a altura em que começamos a construir as bases, sólidas, da nossa vida para um futuro.

Inspirado em todas as aprendizagens e vivências, adquiridas ao longo do tempo.

Já não somos o centro das atenções, e a partilha dessa mesma atenção acentua-se, pelo compromisso de cada relação.

Seguida essa estação, chegamos a um patamar, hierarquicamente, superior a todos os outros.

Um patamar, em que a vida já se tornou em algo que nos é mais conhecido, do que qualquer outra coisa, de tão grandioso ser o acumular de experiências.

Os idosos, são seres sábios no que diz respeito à ciência da vida.

Ninguém, melhor que eles, sabe o que é realmente a vida, e o que é lutar por ela.

Agora, vejo-me a olhar para um idoso que, calmamente, passa por mim. E, ao olhar-me solta um simples, mas honesto, sorriso.

Enquanto isso, sinto o quanto me orgulho em ver que aquele idoso, como outros tantos, sobreviveu vitoriosamente às dificuldades, e aos obstáculos da vida.

Para, no final, poderem deixar as responsabilidades, de outros tempos, de lado, e viver com aquilo que construiu e adquiriu, ao longo da vida.

Sabedoria, vivências e vitórias.

São os troféus recebidos, nesta vida que, a cada dia que passa, nos dificulta cada vez mais os passos dados na nossa caminhada.

Nesta fase final, não recordo o passado, pois ainda não me pertence, mas penso e imagino o futuro.

O futuro, em que eu serei mais uma idosa, no grupo dos idosos.

O que serei?

O que terei?

Como parecerei?

Bem, isso só saberei daqui a uns longos anos, e se Deus assim o permitir.

Até lá, vou vivendo o presente com base nas aprendizagens do passado, e sempre com o pensamento no futuro.

Futuro esse, em que eu serei, quem sabe, mais uma vitoriosa neste jogo. No jogo da vida!

Marta Costa

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bem-estarFeliz daquele que sabe o quer, sem se deixar levar pela «violência» das ofertas.

E daquele que sabe escolher o caminho correcto, em direcção ao que sonhou, e que sempre desejou, um dia, alcançar.

Nem toda a alma viva sabe, de bom modo, estar em harmonia e comunhão com tudo e com todos, e principalmente, consigo mesmo.

Mas, feliz é aquele, que constrói diariamente, luta a luta, o seu bem-estar pessoal e a sua harmonia espiritual.

No mundo de hoje, vão-se perdendo os sentidos do que é, na verdade, o bem-estar e a harmonia.

Muitos deixam-se levar pelas lamentações de que o dinheiro, que escasseia, lhes prejudica a vida, trazendo-lhes um mal-estar, e um desespero constante.

Um desespero que, em muitos casos, transforma-se em actos inconscientes de violência e de vandalismo. Tudo em nome daquele mal, a que muitos anseiam, gananciosamente, obter.  O dinheiro!

«Bem-estar», um motivo pelo qual muitos deixam de olhar a meios para atingir o dinheiro que, segundo eles, lhes trás o tal «bem-estar».

Mas, como designam eles, esse «bem-estar»?

O que é para eles o «bem-estar» na vida?

É terem dinheiro, para poderem exibir os seus bens materiais, de forma arrogante e imperiosa.

É gastar, esse mesmo dinheiro, em bens de segunda e terceira necessidades. (e alguns desses bens, nem à classe da «necessidade» pertencem.)

Dinheiro… dinheiro, e mais dinheiro!

Erradamente, vivemos com esta realidade, plena, de ganância e de materialismo.

Um erro, fatal, a que muitos se sujeitam, e que os leva pelo caminho do pecado e do abandono social.

Tudo isto, faz com que as suas almas e os seus espíritos, vivam num desesperante conflito interior.

O bem-estar, e a harmonia, não se conquistam através dos bens materiais, e afins, concedidos pelo dinheiro.

E, não são bens de posse material, mas sim de posse, interiormente, espiritual.

O bem-estar, é acordar todos os dias e olhar, com paz, para o mundo e para a vida.

É ajudar o próximo, sem esperar algo em troca, na esperança de dar um sorriso a quem mais precisa.

É conquistar o respeito dos outros, como também saber respeitar-se a si mesmo.

E, no fundo, é deitarmo-nos todas as noites, de consciência tranquila, após um dia de actos saudavelmente correctos e honestos..

Esse respeito é, simplesmente, o sinónimo de comunhão espiritual e de comunhão para com os outros.

O bem-estar, é um bem, meramente pessoal, do qual é preciso «trabalhar» continuamente, praticando o bem e actuando em conformidade, e virtude, com as coisas boas da vida, deixando o mal na parte de fora do seu «eu».

É saber «fechar a porta» ao mal, com as armas do bem!

Evitando, assim, que o que há de maligno na vida, seja eliminado pelo poder, infinito, do bem e dos actos praticados por ele.

Toda esta luta, comporta consigo troféus e virtudes para toda a nossa vida, e para a dos que nos rodeiam.

Como, também, gratifica-nos com a comunhão com Deus.

No final podemos, vitoriosamente, receber o que muitos anseiam alcançar, mas que poucos se esforçam para o conseguir.

O bem-estar pessoal e a harmonia espiritual!

Se, todos praticássemos os bons actos, para conquistar as coisas boas da vida, entraríamos rapidamente, na harmonia com vida.

Pois, desse modo, quando nos olhassemos ao espelho, veríamos no nosso reflexo uma pessoa, saudavelmente nova, por dentro e por fora.

O bem-estar é sentirmo-nos bem connosco mesmos, não pela aparência, mas pela pessoa que somos, e pelo que fazemos por nós, e pelos outros.

Ao vermo-nos dessa, honrada e maravilhosa, maneira podemos então entrar no nosso mais intimo ser, e encontrar a Paz e a harmonia espiritual, que sempre desejamos encontrar.

Deus disse um dia:

«Amais-vos uns aos outros…(..) Só assim, entrais no reino de Deus…»

Isto só é possível se, primeiramente, amarmo-nos a nós mesmos, como seres mortais, pelos nossos actos mas também pelo que somos, e não pelo que possuímos.

Partindo daí, podemos ter, finalmente, a liberdade de amar o próximo, tal como Deus ama cada um de nós.

Este quadro de afectividade e amor, leva a uma purificação do nosso ser, e a uma harmonia plena com Deus e com o mundo.

Em suma, se todos pintássemos este magnifico quadro, em nossas vidas, viveríamos em Paz connosco e com os outros, reflectindo essa mesma Paz e harmonia ao mundo!

Pensem nisto, vale bem a pena, pois nunca é tarde para mudar!

Marta Costa

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amigoDesde muito cedo, durante a nossa infância, vivemos rodeados de muitas pessoas das quais, algumas, consideramos nossos amigos.

Contudo, com o passar do tempo, e com a evolução no caminho da vida, somos obrigados a renovar o nosso círculo de amigos, guardando na memória os nossos amiguinhos de infância.

Esta renovação de amizades, é uma imposição ditada pela vida, e da qual não podemos fugir.

Os anos vão passando e essa renovação de amigos, gerada pela vida, já se vai tornando cada vez menos constante, e os amigos vão ficando.

Amigos esses, que ficaram pelo simples motivo de serem os verdadeiros amigos, os amigos de vida.

No nosso círculo de amizades, podemos encontrar aqueles amigos aos quais chamamos de, verdadeiros amigos.

Verdadeiros, porque sabemos que nessa amizade nunca deixa de existir os reais valores da honestidade, da sinceridade, da cumplicidade, da união, da entreajuda, do companheirismo, da partilha, do secretismo, entre outras coisas, que resultam numa verdadeira amizade no seu sentido pleno.

Todos eles nos acompanham na nossa caminhada pela vida, e quando somos confrontados com obstáculos que se opõem à nossa felicidade, lá estão eles, sempre ao nosso alcance para o bem, como para o mal.

Contudo, fica sempre um vazio bem no fundo de nós. Um vazio preenchido pela ausência daqueles amigos que outrora acompanharam e assistiram à nossa infância.

Amigos esses que, por imposição da vida e do destino, tiveram de se ausentar da nossa vida, por tempo indeterminado, e em alguns casos, para todo o sempre.

Infelizmente, é mesmo esse o rumo que toda a gente tem que seguir ao longo da evolução pela vida. Fazer amigos aqui e ali, mas no passo a seguir, há que deixar esses mesmos seguirem as suas vidas, pois novos amigos estarão para aparecer na nossa vida.

Será sempre assim, é um ciclo que nunca acaba.

Tal como todos vocês, eu tive as minhas amizades de infância, amigos que me acompanharam nas brincadeiras e na descoberta do que era desconhecido.

Após esse período sem preocupações, a minha vida voltou a renovar o meu campo de amizades, trazendo amigos que me acompanharam nas tomadas de decisões e no nascer de responsabilidades.

No entanto, e ao longo de toda a minha vida, sempre mantive uma amizade honesta e secreta para todos.

Uma amizade da qual me orgulho de a conhecer e de a merecer.

Falo-vos de uma amizade para com um ser sem comparação e que sei que jamais encontrarei igual por esse mundo fora.

Um ser magnifico e extraordinário, cheio de bondade e com um coração que nunca antes, e depois, fora criado igual.

Ele sempre me acompanhou em todos os paços que dei até hoje, e sempre me orientou em todas as minhas tomadas de decisão.

Nos momentos mais complicados da minha vida, em que me sinto mais perdida, sei que Ele é o único que jamais me abandona. Ele é a minha força de viver, a minha energia, e a minha vontade de lutar, dia após dia, pela minha felicidade.

Nunca me largou a mão, nem mesmo nos momentos em que eu jamais conseguiria oferecer-lhe um simples sorriso.

Só Ele me entende, sem mesmo eu proferir uma única palavra. Ele conhece-me melhor que ninguém e sabe sempre como bate o meu coração a cada momento da minha vida.

Sempre que preciso d`Ele, sei onde o encontrar, e sei também que Ele estará lá, só para mim e por mim.

Quando estou com Ele, o tempo torna-se numa eternidade preciosa, as nossas conversas nunca têm fim, pois para Ele o «fim» não existe mas sim o «recomeço» de tudo.

Falamos de tudo, e de tudo ele sabe de mim e do que me rodeia.

Dia após dia, e sem hora marcada, sei que ele espera por mim.

Espera, desejadamente, pelo momento em que nos encontramos, e desse modo, entregamos um ao outro, ao som da melodia mais bela do mundo, o silêncio da noite.

Entregamo-nos em pensamentos e palavras que só nós é que entendemos e sabemos interpretar, pois falamos a língua do amor, do nosso amor mais honesto e sincero. 

Felizmente, tenho-o só para mim, e sei que por mim Ele daria a vida, como fez um dia.

Obviamente, falo-vos do meu amigo, e pai, Deus!

O qual devoto muito amor e consideração, e é com Ele que todas as noites adormeço ao som da sua voz, sonhando que nem uma criancinha feliz por ter falado no silêncio da noite, com o seu amado Pai.

Marta Costa

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sobrevivenciaO dia começou bem cedo, e lá no alto o amigo Sol já espreita por entre as núvens, que adivinham formas nos nossos pensamentos.

 

 

 

Cá em baixo, a azáfama das pessoas já é notória, a cada passo dado nas ruas da cidade.

Todos correm de um lado para o outro, com as suas faces a expressarem sonolência e contradição em voltar a mais um dia de stress de trabalho.

As suas expressões são reflexo dos seus pensamentos, que teimam em as acompanhar naquela correria toda.

De um lado para o outro, a agitação é vivida entre a poluição atmosférica de cada cigarro, e sonóricamente pelos buzinares impaciêntes dos carros que formam filas infinitas nas ruas que deliniam a cidade.

E, no meio de tanta confusão, lá estás tu!

Num canto escolhido por ti, num canto só teu.

Estás tu sentado sobre o cimento sujo e frio, do qual dedicas todas as horas do teu dia.              

E lá estás tu!

Com o teu ar cansado e ferido do tempo, que foi dificilmente duro para contigo. Os teus olhos sem brilho inquietem-se de um lado para o outro, num movimento de observação constante às pessoas que por ti passam.

O teu corpo sujo e cansado, teima em não se mexer, e obriga-te a ficar aí, encostado no teu canto das lamentações.

Pobre de ti!

No meio de tanta alma, sentado no canto só teu, tentas, com humildade, chamar a atenção de quem passa por ti e que teima em não te oferecer um simples olhar, ou um honesto sorriso.

Contudo, não estás só!

Em tua companhia está um ser puro e meigo que não desiste em partilhar contigo as horas que compõem o vosso dia.

E lá está ele!

Sempre aninhado a teu lado e a olhar-te com admiração e carinho.

Admiração, por continuares a tua luta diária pela vida, que um dia foi cruel contigo. E carinho, porque um dia lhe consideraste como amigo, e partilhaste o teu cantinho com ele. Para que juntos, e unidos, possam lutar por cada dia das vossas vidas.

E lá continuas tu!

A tentar, com humildade, cativar o olhar deste e daquele, que cruza no teu canto. Mas, infelizmente, não tens tido muito sucesso.

Embora, em certos momentos, apareça uma alma que te dá um pouco de atenção e, desse modo, enche o teu coração de alegria e esperança.

Lamentavelmente, no momento seguido a essa alegria, surge outra alma que te olha com pena e desprezo.

E nesse mesmo instante, consegue fazer com que a tua alegria desapareça, dando lugar à frustração e à vergonha.

Vais-te a baixo!

Consequência disso, abrandas a tua força de esperança, e ficas aí sentado apenas a desabafar com o teu amigo inseparável.

No meio de tantos desabafos e lágrimas, como de que transmissão de pensamentos, esse teu amigo, sincero amigo, transmite-te uma nova força e vontade de lutar, tamanha é a expressão do seu olhar.

Sim, ele é a tua fonte de energia!

Com isso, logo de seguida, levantas os olhos ao mundo, e continuas a luta pela vida, ou por um pouco de vida.

Apesar de tudo, é bom ver e saber, que ainda há pessoas fortes de espírito e com força de lutar, independentemente da situção e condição.

Pessoas que, tal como tu, não baixam os braços por causa de olhares penosos e desprezíveis, de pessoas que só o fazem porque na realidade têm medo. Medo de um dia serem como tu.

Temem só pelo teu aspecto, pelo teu ar, pois no que toca ao teu dom interior, é algo que elas admiram por não o possuírem. Consequência de não sabem lutar pela vida, tal como tu.

Chegada a hora limite do dia, todos se recolhem em suas casa com as suas familias.

E tu continuas aí!

Continuas no teu canto, com a tua familia, o teu amiguinho e companheiro de luta. Aí ficas à espera de mais um nascer de um novo dia, um novo dia de luta pela vida.

E assim será, até ao teu último suspiro, que ditará a tua partida para um mundo melhor. Aquele mundo que todos desejam conhecer, mas que só alguns o conhecerão, e tu serás um deles… Terás direito a esse tão desejado mundo.

Nesse dia, deixarás para trás o teu cantinho, para assim, dares lugar a outro ser como tu.

Até lá, e durante a tua luta diária, passarei, respeitosamente, diante do teu canto, e irei oferecer-te, sempre, o meu mais honesto sorriso, acompanhado de um olhar, sincero, de força e admiração.

Dedico este texto a um sem-abrigo, que vive a sua luta diária num canto da nossa cidade e pelo qual tenho admiração e carinho.

Dedico igualmente aos outros como ele, sem-abrigos, que vivem nas nossas ruas, e que foram  esquecidos pelo nossos, ditos, governantes.

Sem-abrigos que lutam diáriamente pela sua sobrevivência e por um pouco de vida.

Ele, e muitos como ele, são o exemplo, vivo, de que as aparências iludem. E muito!

Quem anda, por aí, bem parecido e cheio de bens materiais, muitas vezes, são os que vivem numa pobreza imensa de espírito e coração.

E, na verdade, os pobres de bens, são milionários no seu coração e espírito.

Que Deus os ajude e proteja!

Masta Costa

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raulTodos nós temos algo ou alguém que ilumina os nossos dias e que dá vida à nossa vida.

E eu, como todos vocês, tenho esse alguém, uma dádiva de Deus.

Noite após noite, antes de eu embarcar num sono profundo, agradeço a Deus por ter colocado esse alguém na minha vida e por me ter dado a oportunidade fazê-lo feliz.

Dia após dia, antes mesmo de começar a acção de um novo dia, volto a agradecer essa dádiva e olho para o meu lado… para o espaço vazio na minha cama e suspiro, como seria bom começar um novo dia com o teu acordar e com um abraço  acompanhado de um sincero sorriso matinal.

Mas o espaço continua vazio, somente preenchido com o desejo de te ter do meu lado!

E logo me invade um sentimento pleno de saudade, saudade de ti.

Saudade e desejo de despertar de um sonho e contemplar o meu olhar em ti ainda  a saborear um sonho que teima em fazer-te adormecido, com essa tua carinha de menino.

Nasce logo em mim uma vontade, insaciável, de tocar os teus lábios e sentir o teu sabor… Sabor esse que alimenta todos as minhas necessidades.

Aí, numa melodia de sentimentos, cresce a tentação de te rodear com os meus braços e assim, proteger-te desse mundo que nos devora lá fora.

Como eco dessa melodia, tu, só tu, sabes como me envolver em teus braços, e eu, como de instinto, agarro-me a eles como se agarrasse a minha própria vida!

Sensação inexplicável!

Sentir-te junto a mim e sentir o teu carinho cheio de segurança.

Meu amor, desperta desse sonho..

Abre os teus lindos olhos e olha-me.

Vê aquela que só tu sabes fazer feliz, que só tu conheces como ninguém.

E diz.. Diz que sentes o mesmo que eu.. diz que me amas, para que o nosso amor se complete.

Deixa-me desvendar-te o que há de ti em mim.. O que sinto por ti.

Deixa-me sussurrar-te ao ouvido o quanto te amo e o quanto és importante na minha vida… O quanto te quero amar respeitosamente!

E, assim, começarmos mais um dia, um dia de vida e amor.. Um dia, de muitos dias, na nossa vida.. juntos!

A ti,

Aqui desvendo o que há de ti em mim..

O amor verdadeiro que dedico a ti com todo o respeito da vida!

A ti, que és parte de mim…

Marta Costa

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SorrisoAo longo da nossa vida vamos conhecendo pessoas, que, algumas delas, ficarão..

O que nos aproximou dessas pessoas foi simplesmente uma lei, a lei da atracção.

Atracção essa que pode ter vertentes diferentes, como, um olhar, uma palavras, um gesto, um sinal, entre outras.

Mas, para mim, o mais relevante é o sorriso!

Muitas pessoas, que se cruzaram no meu caminho, e que entraram na minha vida, conseguiram-no, simplesmente, com um sorriso honesto.

Não basta esboçar um sorriso, todos nós sabemo-lo fazer, mas nem todos têm o dom de o fazer de maneira honesta e cativante.

Há quem sorria só por sorrir, há aqueles que sorriem por obrigação, há quem sorria por falsidade, há quem o faça por por interesse ou por mera aceitação… Há varias motivos que levam as pessoas a mostrarem os seus sorrisos.

Na verdade, esses sorrisos para mim nada dizem…

Os que me chamam a atenção, e assim, me cativam, são aqueles sorrisos honestos, que não precisam de palavras para descrevê-los.

Sorrisos esses que convidam os olhos a sorrirem também.

Um simples sorriso «descreve» um pouco da pessoa que o está a esboçar.

Naqueles dias, em que nos sentimos em baixo, basta-nos um sincero sorriso, para que as coisas tomem um outro brilho, até chegar a vontade de sorrirmos também, e retribuir igualmente um sorriso.

E porque não? Oferecer sorrisos, honestos, a quem mais precise!!!

Decerto que quando estivermos nós a precisar que nos dêm um sorriso honesto, virá alguém que outrora recebeu um nosso.

O sorriso surge de um coração que conhece o significado da palavra «alegria».

Infelizmente, muitas pessoas só sorriem em certas ocasiões, ou circuntâncias, quando algo lhes dá motivo para sorrirem.

Em vez disso, deveriam sorrir sempre, até mesmo quando as coisas não correm como queremos.. pois o sorriso atraí as coisas boas, a positividade!

Se Deus nos deu o dom de sabermos sorrir, porque não o aproveitamos, já que não se esgota…

Deixemos a tristeza de lado, e cultivemos o sorriso. Não custa nada, e faz muito bem à saúde, à alma e ao nosso espirito.

Marta Costa

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amigoAlém dos animaizinhos, existem pessoas a quem podemos dedicar a nossa amizade.

Mesm o que essas pessoas sejam uma minoria, há sempre alguém que preenche, no seu significado mais puro, a palavra «amigo».

Amigo é alguém a quem abrimos o livro da nossa vida, e quem nos ajuda a escrever nas suas páginas. Sempre que encontramos um verdadeiro amigo, estamos a descobrir mais um pedaço de nós.

Amigo é aquele que nos dá o abrigo do seu ombro sempre que algo nos deixa triste.

Amigo é aquele que nos guia pela vida, a nossa bússola.

Amigo é aquele que te compreende mesmo quando não nos compreendemos a nós próprios.

Amigo é aquele que caminha ao nosso lado, e quando entramos em caminhos errados, logo nos dará as coordenadas dos desvios para o caminho certo.

Amigo é aquele a quem podemos contar um segredo.

Amigo é aquele bebe a lágrima que nos teima em cair.

Amigo é aquele que nos dá um sorriso quando mais precisamos.

(…)

Amigo é uma imensidão de coisas boas.

E eu encontrei essa pessoa, a quem posso chamar «Amigo» com «A» maiúsculo!!!

Conheci-o num sitio igual aos outros mas com pessoas diferentes, ele mesmo era diferente. Destacava-se no meio daquela gente toda.

Ele é um ser excepcional, com infinitas qualidades. Também tem defeitos, como todo o ser humano, mas esses contam-se pelos dedos, ao contrário das suas qualidades.

Honestamente, nunca tinha conhecido alguém assim, com uma alma tão pura e um coração tão nobre.

Ele é uma presença constante na minha vida, tanto nos bons momentos como nos maus. Está sempre pronto a ajudar-me e a quem mais precisar, e sempre sem pedir nada em troca.

Tem uma alma tão pura que deixa transparecer a sua sensibilidade, e um coração tão grandioso que continua a estender a mão àqueles que, outrora, já o fizeram sofrer.

Gosta de ajudar as pessoas mesmo que seja algo não tão fácil de o fazer, mas sei que faz tudo, e dá tudo dele, para conseguir devolver o sorriso a quem lhe pede a mão.

Sempre que alguém teima em chorar, ele teima ainda mais em devolver um sorriso! Vendo as pessoas bem, ele também fica bem.

Tal como eu, ele adora os animais, e tudo o que lhes pertence, a Natureza.

Leva a vida com uns dos lemas mais importante, honestidade e respeito pelos outros, sabe respeitar os outros e tratá-los sempre com honestidade.

É um ser muito inteligente e tem muitas capacidades artisticas, pois mesmo ele faz a sua vida, e por conseguinte a dos que o rodeiam, uma bela obra de arte.

Identifico-me em muitas coisas com o meu Amigo, e posso até dizer que descobri um lado em mim, que jamais alguém consegui despertar-me a simples curiosidade de descobrir.

O pouco que ainda conheço deste meu Amigo, posso dizer, ou melhor, afirmar, que ele é um ser sem comparação, alguém que nasceu para ser feliz e consegue, com um simples gesto fazer os outros felizes. Pois ele consegue-o bem, sem esforço maior!

Se me pedissem para o identificar num animalzinho, eu responderia sem qualquer duvida, ou hesitação, que o compraria com uma ave, seja qual for a espécie, pois ele tem características de um pouco de cada uma delas.

Mas tem características princípais que me levam a «igualá-lo» a uma ave, tais como;

A sua vontade de vencer qualquer obstáculo, tal como as aves tentam sempre vencer os seus predadores;

A sua capacidade de lutar contra o que lhe poderá prejudicar a Felicidade, tal como as aves lutam contra os ventos para conseguirem continuar sempre pelo caminho da felicidade;

O seu gosto pela liberdade e independência, tal como as aves só poderão viver e serem felizes se sentirem sempre o sabor da liberdade;

O seu gosto de olhar o mundo e as pessoas sempre de um ângulo diferente, o do positivo, tal como as aves olham o mundo e as pessoas lá de cima, certamente têm uma visão mais privilegiada que nós;

E também pelo seu gosto em estar sempre por perto dos seus, evitando assim a solidão e vivendo na felicidade, tal como as aves gostam, e andam, sempre em bando, jamais se separariam pois isso seria a sua desorientação.

Aqui deixei-vos um pouco da pessoa a quem eu tenho o orgulho de chamar «Amigo», vou guardar o resto da sua pesonalidade para mim, senão, caros leitores, vocês faziam questão em conhecer este meu Amigo, e isso não… Quero-o só para mim… ( 🙂 )

Aproveito desde já para te dizer, a ti Amigo, que sei que virás visistar o meu Cais, que estou muito orgulhosa com o facto de os caminhos das nossas vidas se terem cruzado, e por aceitares caminhar nesta vida do meu lado.

A ti dedico este artigo para que saibas que és o meu melhor e verdadeiro »Amigo», o meu porto de abrigo mais seguro!

Obrigado por tudo e faço votos que continues assim pois és um ser inagualável e cheio de coisas boas que outros, certamente, invejariam ser como tu e ter um Amigo como tu!

Da tua Amiga, não de sempre, mas para todo o sempre,

Marta Costa

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