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mais um AnoMais um ano que hoje chega ao fim, e em que o tempo teima em me comtemplar com mais um Aniversário.

14 de Abril, uma data em que nalguns casos é, certamente, um marco histórico de acontecimentos marcadamente bons e noutros casos, infelizmente, menos bons.

Nomeadamente a nível pessoal, este dia tem um outro significado importante para mim.

Um significado de vitória e de gratificação pessoal.

A sua importância não se deve, simplesmente, ao facto de ser o dia em que é chegada a altura de eu festejar mais um aniversário, a soma de um número à idade defenida pelo bilhete de identidade.

Mas sim, é-me importante por se tradudir na minha vitória de mais um ano de batalhas, e de ter sobrevivido a mais trezentos e sessenta e cinco dias de obstáculos, que me foram apresentados pela vida.

Sobrevivi e venci, esse é o grande significado e motivo de festejo neste meu dia.

Outrora, em tempos de criança, desejava ansiosamente a chegada deste dia, por questões de carácter material, em que imginava qual seria o objecto com que me iriam presentear, no meu mais desejado dia.

No entanto, e graças às aprendizagens de amadurecimento pessoal, fui deixando de parte a valorização material, e fui dando mais importância à valorização espiritual e sentimental.

Agora e no decorrer dos anos, vejo o meu dia, o meu aniversário, como uma benção divina de Deus, meu pai.

Uma benção por eu ser merecedora de poder viver e assistir, junto daqueles que amo e que me fazem sentir verdadeiramente feliz, mais uma passagem da minha vida existencial.

Com a chegada deste dia, festejo-o espiritualmente com o termo de mais uma étapa passada e vencida vitoriosamente, e o inicio de uma nova étapa com força e gratificação de todas as conquistas e ensinamentos, adquiridos ao longo do ano que hoje finaliza.

Hoje é um dia feliz para mim, não porque vou ficar um ano mais velha, nos meus documentos identificativos, mas sim porque vou festejar este meu dia de vitória, junto daqueles que sempre me acompanharam ao longo da jornada da minha vida, e que juntos partilhamos e enfrentamos as dificuldades e divergências da nossa existência.

A todos eles, um «obrigado» honesto por ainda continuarem a caminhar, passo a passo, no caminho partilhado das nossas vidas, e por assistirem, em primeira fila, às minhas vitórias.

E agradeço, de coração, por me deixarem partilhar com todos vocês este meu dia vitorioso com alegria e fraternidade.

Não esquecendo, obviamente, de uma pessoa muito especial para mim, da qual devoto um amor incondicional, e da qual sou incansavelmente grata, por me dar força de viver dia após dia.

Uma pessoa da qual tenho imenso orgulho, e que é a imagem de alguém que, um dia, eu gostaria de ser. Pois essa pessoa sabe, melhor que ninguém, o que é lutar e vencer as dificuldades da vida, sem desistir perante os obstáculos.

Sim, és tu essa pessoa, e sei que tu sabes que é a ti a quem me refiro!

Obrigada, de coração, por tudo e por trazeres felicidade e brilho a todos os dias da minha vida, e por hoje partilhares comigo este meu dia, o meu aniversário!

Hoje, 14 de Abril, renasço para um novo ano cheio de surpresas e desafios, dos quais sei que irei enfrentá-los e vencê-los de cabeça erguida, para que no próximo ano, eu seja novamente merecedora e vitoriosa desta vida!

Marta Costa

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Recordações FuturasBem cedo, num dia em que o sol já mantinha os seus raios luminosos, bem aquecidos, a iluminar mais nascer de dia, na vida de cada pessoa, dou comigo a despertar, antes da hora prevista pelo despertador, e a começar mais este novo dia, que me é apresentado.

Desta vez, ele começara bem diferente do habitual, pois o calor matinal, fora de época, convidou-me para uma saída da rotina, bem antes do trabalho.

Tirei um tempinho, só para mim!

O dia estava maravilhoso com um sol, bonito e quente, a despertar os passarinhos em cantos de alegria, e com as árvores a dançar ao som dessa melodia, com as suas folhas primaveris.

Tudo brotava harmonia e vida!

Depois de uma, bela e saudável, caminhada a pé, pela cidade barulhenta, dou comigo sentada numa esplanada, a saborear o tempo, acompanhada de um curtíssimo e forte café.

Enquanto isso, e em contradição ao meu estado de espírito, calmo e sossegado, passam por mim pessoas numa correria, constante e frenética, ansiosas em chegar aos seus locais de trabalho.

No entanto, e apesar daquele cenário stressante, não me deixo abater nem afectar pelo turbilhão de estados de espírito e de sentimentos.

Muito pelo contrário, deixo-me ficar na minha pacificidade, enquanto observo atentamente, a cada segundo, o stress a guiar cada pessoa.

Idosos, adultos, adolescentes e crianças, todos passam por mim, e olham-me como uma estranha.

Olham-me como mais uma, mera, pessoa à face da Terra.

Contudo, mesmo que eu lhes pareça uma estranha que, simplesmente, toma o seu café numa esplanada, todos eles têm um significado para mim.

Um significado, meramente pessoal, que começa pelas crianças e adolescentes, passando pelos adultos e que terminando nos idosos.

As crianças, porque me levam à infância, que um dia eu vivi.

Uma infância, onde os momentos eram vividos na partilha de emoções, entre brincadeiras e aventuras. Algo típico da inocência da idade, onde as responsabilidades não passavam de um simples escovar de dentes, e de um arrumar de brinquedos após um dia, cansativo, de brincadeiras e aventuras.

Uma época, em que somos o centro das atenções, de tudo e de todos.

Passada esta fase, deixamos de ser apenas crianças, e tornamo-nos crescidos.

É chegada, então, a adolescência.

Tempo, em que as brincadeiras já se tornam menos frequentes e mais crescidas.

Os adolescentes, levam-me a recuar um pouco no tempo, lembrando e recordando a época da adolescência, onde já se começava a desenhar, em rascunhos, o caminho da vida e de um futuro.

Aqui, as responsabilidades já se tornam mais significativas, que vão de um obter de boas notas nos estudos, passando pelo ajudar nas tarefas familiares, e de um chegar sempre a horinhas a casa, quando começam as saídas com os amigos.

Responsabilidades básicas que, naqueles tempo, eram motivo de contestação e birra, mas que com o passar do tempo tomamos consciência que são um treino, saudavelmente fácil, para o que nos esperava a seguir.

É uma época, em que já não somos o centro, total, das atenções, mas sim o começo de uma partilha de atenções para com as pessoas que caminham ao nosso lado, e que marcam a nossa fase da adolescência.

Passada a adolescência, encontro-me a olhar para os adultos.

Fase, em que todas as responsabilidades se multiplicam e dificultam.

Um tempo, em que nós dependemos de nós mesmos, e onde a nossa independência é influenciada pelo assumir e cumprir de responsabilidades.

Aqui, somos nada mais, nada menos, que lutadores do jogo da vida. Lutamos, diariamente, para atingir os nossos objectivos e é chegada a altura em que começamos a construir as bases, sólidas, da nossa vida para um futuro.

Inspirado em todas as aprendizagens e vivências, adquiridas ao longo do tempo.

Já não somos o centro das atenções, e a partilha dessa mesma atenção acentua-se, pelo compromisso de cada relação.

Seguida essa estação, chegamos a um patamar, hierarquicamente, superior a todos os outros.

Um patamar, em que a vida já se tornou em algo que nos é mais conhecido, do que qualquer outra coisa, de tão grandioso ser o acumular de experiências.

Os idosos, são seres sábios no que diz respeito à ciência da vida.

Ninguém, melhor que eles, sabe o que é realmente a vida, e o que é lutar por ela.

Agora, vejo-me a olhar para um idoso que, calmamente, passa por mim. E, ao olhar-me solta um simples, mas honesto, sorriso.

Enquanto isso, sinto o quanto me orgulho em ver que aquele idoso, como outros tantos, sobreviveu vitoriosamente às dificuldades, e aos obstáculos da vida.

Para, no final, poderem deixar as responsabilidades, de outros tempos, de lado, e viver com aquilo que construiu e adquiriu, ao longo da vida.

Sabedoria, vivências e vitórias.

São os troféus recebidos, nesta vida que, a cada dia que passa, nos dificulta cada vez mais os passos dados na nossa caminhada.

Nesta fase final, não recordo o passado, pois ainda não me pertence, mas penso e imagino o futuro.

O futuro, em que eu serei mais uma idosa, no grupo dos idosos.

O que serei?

O que terei?

Como parecerei?

Bem, isso só saberei daqui a uns longos anos, e se Deus assim o permitir.

Até lá, vou vivendo o presente com base nas aprendizagens do passado, e sempre com o pensamento no futuro.

Futuro esse, em que eu serei, quem sabe, mais uma vitoriosa neste jogo. No jogo da vida!

Marta Costa

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bem-estarFeliz daquele que sabe o quer, sem se deixar levar pela «violência» das ofertas.

E daquele que sabe escolher o caminho correcto, em direcção ao que sonhou, e que sempre desejou, um dia, alcançar.

Nem toda a alma viva sabe, de bom modo, estar em harmonia e comunhão com tudo e com todos, e principalmente, consigo mesmo.

Mas, feliz é aquele, que constrói diariamente, luta a luta, o seu bem-estar pessoal e a sua harmonia espiritual.

No mundo de hoje, vão-se perdendo os sentidos do que é, na verdade, o bem-estar e a harmonia.

Muitos deixam-se levar pelas lamentações de que o dinheiro, que escasseia, lhes prejudica a vida, trazendo-lhes um mal-estar, e um desespero constante.

Um desespero que, em muitos casos, transforma-se em actos inconscientes de violência e de vandalismo. Tudo em nome daquele mal, a que muitos anseiam, gananciosamente, obter.  O dinheiro!

«Bem-estar», um motivo pelo qual muitos deixam de olhar a meios para atingir o dinheiro que, segundo eles, lhes trás o tal «bem-estar».

Mas, como designam eles, esse «bem-estar»?

O que é para eles o «bem-estar» na vida?

É terem dinheiro, para poderem exibir os seus bens materiais, de forma arrogante e imperiosa.

É gastar, esse mesmo dinheiro, em bens de segunda e terceira necessidades. (e alguns desses bens, nem à classe da «necessidade» pertencem.)

Dinheiro… dinheiro, e mais dinheiro!

Erradamente, vivemos com esta realidade, plena, de ganância e de materialismo.

Um erro, fatal, a que muitos se sujeitam, e que os leva pelo caminho do pecado e do abandono social.

Tudo isto, faz com que as suas almas e os seus espíritos, vivam num desesperante conflito interior.

O bem-estar, e a harmonia, não se conquistam através dos bens materiais, e afins, concedidos pelo dinheiro.

E, não são bens de posse material, mas sim de posse, interiormente, espiritual.

O bem-estar, é acordar todos os dias e olhar, com paz, para o mundo e para a vida.

É ajudar o próximo, sem esperar algo em troca, na esperança de dar um sorriso a quem mais precisa.

É conquistar o respeito dos outros, como também saber respeitar-se a si mesmo.

E, no fundo, é deitarmo-nos todas as noites, de consciência tranquila, após um dia de actos saudavelmente correctos e honestos..

Esse respeito é, simplesmente, o sinónimo de comunhão espiritual e de comunhão para com os outros.

O bem-estar, é um bem, meramente pessoal, do qual é preciso «trabalhar» continuamente, praticando o bem e actuando em conformidade, e virtude, com as coisas boas da vida, deixando o mal na parte de fora do seu «eu».

É saber «fechar a porta» ao mal, com as armas do bem!

Evitando, assim, que o que há de maligno na vida, seja eliminado pelo poder, infinito, do bem e dos actos praticados por ele.

Toda esta luta, comporta consigo troféus e virtudes para toda a nossa vida, e para a dos que nos rodeiam.

Como, também, gratifica-nos com a comunhão com Deus.

No final podemos, vitoriosamente, receber o que muitos anseiam alcançar, mas que poucos se esforçam para o conseguir.

O bem-estar pessoal e a harmonia espiritual!

Se, todos praticássemos os bons actos, para conquistar as coisas boas da vida, entraríamos rapidamente, na harmonia com vida.

Pois, desse modo, quando nos olhassemos ao espelho, veríamos no nosso reflexo uma pessoa, saudavelmente nova, por dentro e por fora.

O bem-estar é sentirmo-nos bem connosco mesmos, não pela aparência, mas pela pessoa que somos, e pelo que fazemos por nós, e pelos outros.

Ao vermo-nos dessa, honrada e maravilhosa, maneira podemos então entrar no nosso mais intimo ser, e encontrar a Paz e a harmonia espiritual, que sempre desejamos encontrar.

Deus disse um dia:

«Amais-vos uns aos outros…(..) Só assim, entrais no reino de Deus…»

Isto só é possível se, primeiramente, amarmo-nos a nós mesmos, como seres mortais, pelos nossos actos mas também pelo que somos, e não pelo que possuímos.

Partindo daí, podemos ter, finalmente, a liberdade de amar o próximo, tal como Deus ama cada um de nós.

Este quadro de afectividade e amor, leva a uma purificação do nosso ser, e a uma harmonia plena com Deus e com o mundo.

Em suma, se todos pintássemos este magnifico quadro, em nossas vidas, viveríamos em Paz connosco e com os outros, reflectindo essa mesma Paz e harmonia ao mundo!

Pensem nisto, vale bem a pena, pois nunca é tarde para mudar!

Marta Costa

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Dia da MulherDia 8 de Março, um dia tão igual a outros tantos, que marcam lugar no calendário da vida.

Contudo, há uns dias que se destacam dos outros, não por terem um anormal número de horas, mas sim por lhes terem dado um significado diferente.

O dia 8 de Março, é o dia da Mulher!

Por esse motivo, e pelo seu nome de destaque, olhamos todas as mulheres de forma gratificante e valorosa.

Mulher, um ser maravilhoso, do qual a magia da Natureza a fez tão bela e magnifica, na sua plenitude e perfeição.

«Deus criou a mulher, para poder criar a flor!»

Alguém, um dia, proferiu este pensamente, e é todo composto de realidade natural.

Pelo simples facto de que as mulheres são uma obra prima da Natureza e de Deus.

A mulher, tal como a flor, é sensivel e frágil. Necessitando, assim, de carinho, amor, afectividade e compreensão, mais do que o seu parceiro do sexo oposto.

É um ser simples, na sua perfeição, mesmo sabendo que a perfeição não existe nos mortais, ao contrário de Deus.

Ela, simplesmente, procura essa mesma perfeição em todos os seus gestos.

Ser mulher, é ser vida!

Alguém a quem Deus honrou, e abençoou, com o poder divino de criar e dar vida a um futuro.

Mulher, é  sacrificar os próprios sacrifícios em prol de algo e/ou de alguém.

É um ser que tem um poder que encanta os homens, pela força natural e incansável, cativando a Felicidade e cuidando do amor e respeito, de todos os que a rodeia.

Ser mulher, é sorrir perante as dificuldades da vida, quando a vontade maior é de gritar.

É cantar de alegria, quando a vontade de chorar tenta, dominantemente, invadir todos os seus sentimentos.

Todas as mulheres, têm o dom de cuidar de outrem, como se fossem uma metade de si mesmas.

Hoje, é o nosso dia, o dia de todas as mulheres!

Por esse motivo, e já que existe um dia, especialmente, dedicado às mulheres, vamos olhar esse ser como realmente ele é, um ser de amor repleto de luz e de grandeza espiritual.

A todas as mulheres deste mundo, um excelente dia, e que continuem a mostrar, com beleza, o valor e a grandeza do que é ser mulher!.

No entanto, há que ter sempre em mente que, todos os dias são bons, e ideais, para viver em comunhão com tudo o que compõe a nossa vida.

Todos os dias são, dias da mulher, mas hoje é o dia de nos lembrar-mos o quanto elas são fortes, persistentes, adaptáveis, e especialmente, mulheres.

Feliz dia da Mulher!

Marta Costa

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amigoDesde muito cedo, durante a nossa infância, vivemos rodeados de muitas pessoas das quais, algumas, consideramos nossos amigos.

Contudo, com o passar do tempo, e com a evolução no caminho da vida, somos obrigados a renovar o nosso círculo de amigos, guardando na memória os nossos amiguinhos de infância.

Esta renovação de amizades, é uma imposição ditada pela vida, e da qual não podemos fugir.

Os anos vão passando e essa renovação de amigos, gerada pela vida, já se vai tornando cada vez menos constante, e os amigos vão ficando.

Amigos esses, que ficaram pelo simples motivo de serem os verdadeiros amigos, os amigos de vida.

No nosso círculo de amizades, podemos encontrar aqueles amigos aos quais chamamos de, verdadeiros amigos.

Verdadeiros, porque sabemos que nessa amizade nunca deixa de existir os reais valores da honestidade, da sinceridade, da cumplicidade, da união, da entreajuda, do companheirismo, da partilha, do secretismo, entre outras coisas, que resultam numa verdadeira amizade no seu sentido pleno.

Todos eles nos acompanham na nossa caminhada pela vida, e quando somos confrontados com obstáculos que se opõem à nossa felicidade, lá estão eles, sempre ao nosso alcance para o bem, como para o mal.

Contudo, fica sempre um vazio bem no fundo de nós. Um vazio preenchido pela ausência daqueles amigos que outrora acompanharam e assistiram à nossa infância.

Amigos esses que, por imposição da vida e do destino, tiveram de se ausentar da nossa vida, por tempo indeterminado, e em alguns casos, para todo o sempre.

Infelizmente, é mesmo esse o rumo que toda a gente tem que seguir ao longo da evolução pela vida. Fazer amigos aqui e ali, mas no passo a seguir, há que deixar esses mesmos seguirem as suas vidas, pois novos amigos estarão para aparecer na nossa vida.

Será sempre assim, é um ciclo que nunca acaba.

Tal como todos vocês, eu tive as minhas amizades de infância, amigos que me acompanharam nas brincadeiras e na descoberta do que era desconhecido.

Após esse período sem preocupações, a minha vida voltou a renovar o meu campo de amizades, trazendo amigos que me acompanharam nas tomadas de decisões e no nascer de responsabilidades.

No entanto, e ao longo de toda a minha vida, sempre mantive uma amizade honesta e secreta para todos.

Uma amizade da qual me orgulho de a conhecer e de a merecer.

Falo-vos de uma amizade para com um ser sem comparação e que sei que jamais encontrarei igual por esse mundo fora.

Um ser magnifico e extraordinário, cheio de bondade e com um coração que nunca antes, e depois, fora criado igual.

Ele sempre me acompanhou em todos os paços que dei até hoje, e sempre me orientou em todas as minhas tomadas de decisão.

Nos momentos mais complicados da minha vida, em que me sinto mais perdida, sei que Ele é o único que jamais me abandona. Ele é a minha força de viver, a minha energia, e a minha vontade de lutar, dia após dia, pela minha felicidade.

Nunca me largou a mão, nem mesmo nos momentos em que eu jamais conseguiria oferecer-lhe um simples sorriso.

Só Ele me entende, sem mesmo eu proferir uma única palavra. Ele conhece-me melhor que ninguém e sabe sempre como bate o meu coração a cada momento da minha vida.

Sempre que preciso d`Ele, sei onde o encontrar, e sei também que Ele estará lá, só para mim e por mim.

Quando estou com Ele, o tempo torna-se numa eternidade preciosa, as nossas conversas nunca têm fim, pois para Ele o «fim» não existe mas sim o «recomeço» de tudo.

Falamos de tudo, e de tudo ele sabe de mim e do que me rodeia.

Dia após dia, e sem hora marcada, sei que ele espera por mim.

Espera, desejadamente, pelo momento em que nos encontramos, e desse modo, entregamos um ao outro, ao som da melodia mais bela do mundo, o silêncio da noite.

Entregamo-nos em pensamentos e palavras que só nós é que entendemos e sabemos interpretar, pois falamos a língua do amor, do nosso amor mais honesto e sincero. 

Felizmente, tenho-o só para mim, e sei que por mim Ele daria a vida, como fez um dia.

Obviamente, falo-vos do meu amigo, e pai, Deus!

O qual devoto muito amor e consideração, e é com Ele que todas as noites adormeço ao som da sua voz, sonhando que nem uma criancinha feliz por ter falado no silêncio da noite, com o seu amado Pai.

Marta Costa

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festasDia após dia, vai-se aproximando, a passos largos, os tão desejados dias!

Desejados por uns, e menos importante para outros.

 

Contudo, é bem esperado por todas as crianças.

Com a sua chegada, a azáfama vai crescendo na vida de cada um, ao vermos centenas de pessoas, em correrias sem fim, de um lado para o outro, com os seus pensamentos entregues a milhares de coisas.

A alegria mistura-se com o ar frio do Inverno, e que faz adivinhar a época que nos espera.

O Natal!

É uma época que só nos visita uma vez em cada ano, e que nos acompanha por apenas poucos dias. Uma época que apesar de ser de curta duração, tem uma enorme influência em cada um de nós.

Vivemos cada momento, desses curtos dias, com o coração preenchido de alegria, bondade e fraternidade.

Todos estes sentimentos, ironicamente adormecidos ao longo do ano, resultam da união de muitas famílias que, anseiam satisfazer os mais desejados desejos de cada membro da família.

Famílias e famílias unidas, saboreiam as comidas características desta época, e deliciam-se com os olhares e sorrisos de felicidade das criancinhas, ao verem o seu pequeno  mas grande desejo, a ser realizado por alguém que desconhecem, mas do qual os contos e histórias, teimam em mantê-lo na mente de cada criança.

Que quadro Natalício mais bonito de se ver!

No entanto, e apesar desta aparente felicidade, esta época não é tão desejada para muitas outras pessoas. Isto tudo, originado por diversos e variadissímos motivos, dos quais torna esta época contraditória no seu sentido completo.

Infelizmente, a cada passagem da minha vida, vou confirmando essa contradição. Vou olhando para esta época com uma visão muito diferente da que tinha no passado.

Antigamente, eu era uma dessas pessoas que ansiava, receber de braços abertos, a chegada do Natal. Pois sabia que durante esses dias, toda a gente andava de coração aberto uns para os outros.

As famílias reuniam-se em amor, fraternidade e em plena comunhão.

O mais importante, naquele tempo, era dedicar aquela época à família e não aos bens materiais, como hoje.

Toda esta época festiva, hoje em dia, é envolvida pelo consumismo.

Durante  o ano que antecede o Natal, é vivido entre o stress, o descontentamento e as crises. E, tudo isto é vivido com o esquecimento do que é realmente o significado de «família» e da união famíliar.

Mas, como num toque de magia, todos estes problemas são esquecidos, dando lugar ao consumismo e ao gasto do dinheiro, que outrora tivera sido «chorado» e tão desejado.

Isto é um erro comum, pois o mais importante era que se entendesse,  o mais digno  significado do Natal.

O Natal é a celebração do nascimento de Jesus Cristo, e essa celebração deveria ser feita em família e com o amor no seu auge.

Pois Deus disse para nos amar-mos uns aos outros, como se fazia antigamente, e não, para nos ofertar-mos uns aos outros, como nos tempos de hoje.

O que deveria ser mais realçado nesta época, não é o quanto podemos gastar, mas sim o quanto podemos amar e o que podemos criar com esse amor.

Ao longo destes dias somos bombardeados com campanhas disto e daquilo, com acções de bondade de mais aquilo, etc, para ajudarmos criancinhas sem família, para ajudarmos igualmente os idosos, pobres e sem-abrigo.

Fazem um rol de boas acções, só porque é Natal!

As boas acções, em nome de quem mais precisa, deveriam ser feitas ao longo do ano, e não somente nesta época, só porque é Natal.

E depois? Quando passar esta época, o que se vai seguir?

O mesmo de sempre, e será sempre assim, infelizmente.

Ao longo do ano seguinte tudo volta à normalidade,  e são esquecidas todas as pessoas que, infelizmente, pouco ou nada têm e que vão lutando sem que ninguém as ampare.

Tudo isto torna esta época um pouco artificial, tamanha é a ligação ao consumismo.

Deveríamos pensar nas boas acções como um hábito de vida, e igualmente, em termos um coração puro e honesto durante todos os dias da nossa vida, e não somente quando há motivo de festejar alguma coisa.

Bem, o Natal está mesmo à porta!

Espero que cada um de vocês o receba de braços abertos, e «o usem» para reflectirem no vosso ano passado e nas vossas acções. Para que quando chegar o ano novo, comecem com o pé direito, e que os vossos corações se encham de honestidade e bondade para com todos.

Só assim é possível alcançar a mais verdadeira Felicidade.

E desse modo, cria-se a globalização da Felicidade.

Um bem-haja para todos e sejam felizes!

Até para o ano, se Deus quiser.

Marta Costa

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Num dia como os outros, lá apareceste tu no meu caminho.

Trazias contigo um olhar penetrante que me transmitiu desconfiança e medo.

A tua maneira de andar era de tal forma pesada e sofrida, que me chamou a atenção e activou a minha preocupação para contigo.

Não te conhecia, nem sabia de onde vinhas.

Aproximei-me de ti, e como num acto de defesa, já não estavas lá. Não esperaste por mim para fugir.

O certo é que, mesmo assim, como desconhecidos, fiquei com aquele teu olhar a ondular pela minha mente.

Até que, alguns dias depois, voltei-te a encontrar, no mesmo sitio, e com o mesmo olhar.

Não perdi tempo a demonstrar-te a minha confiança, como podias confiar em mim. Jamais te faria mal, independentemente do teu passado.

Era notório, no teu todo, que o passado a ti pertencente, foi sofredor. Prova de que não confiavas em ninguém, nem mesmo em mim.

Apesar disso, confesso, que comigo as coisas foram diferentes. Talvez porque desde o primeiro encontro, ficaste com o meu olhar a rolar pela tua mente, tal como eu fiquei com o teu.

Decidi dar o primeiro passo!

Alguém, de nós, tinha que ceder.

Caminhei até ti, e tu, deste um passo atrás, tamanho era o teu medo.

Mas não desisti nem temi, mesmo não sabendo o que poderia acontecer com este meu acto.

A verdade é que, depois do teu passo atrás, não saiste de onde estavas, e esperaste que eu me aproximasse.

E, frente a frente, separados por apenas um palmo, olhos nos olhos, lá deste tu o teu passo de confiança e vieste para junto de mim.

A confiança não era muita, em ambos, mas o certo é que, conseguimos deixá-la de parte, tamanha era a curiosidade em nos conhecermos.

 Não ficamos muito tempo juntos, mas o pouco que estivemos um com o outro, já tinha dado para entender um pouco de ti, e compreender o porquê desse teu ar e olhar de medo.

Dia após dia, fomos passando cada vez mais momentos juntos. Momentos esses que eram aproveitados para irmos construindo a nossa amizade e confiança.

Com o passar do tempo, depois dos nossos encontros todos, o teu olhar mudou. Já trazias contigo um brilho nos olhos, que me fazia acreditar que foi Deus que te colocou no meu caminho.

Desabafos atrás de desabafos, entendi afinal o teu passado e o porquê desse teu ar pesado e sofrido.

O passado foi muito cruel contigo, amavas uma pessoa que, certamente, também dizia amar-te, e no final, deixou-te para trás e seguiu a sua vida sem se importar contigo e com os teus sentimentos.

Que crueldade!

Foi então que, confirmei que foi Deus quem te colocou na minha vida.

Sim, acredito nisso com toda a convicção. Deus deu-me a oportunidade de te conhecer para me fazer sentir útil, para que eu te pudesse ajudar nesta tua fase, muito dificil da vida.

Assim o fiz, a cada hora do dia, lá ia eu ao nosso ponto de encontro cuidar de ti, para te ajudar a viver de novo e a ser feliz.

Não imaginas a felicidade que me davas, quando vinhas ao nosso encontro, com um aspecto cada vez melhor, e com esse teu olhar magniffico, com um brilho nunca visto antes.

Fiz tudo que estava ao meu alcance por ti, e sei que, tu sabes, que se não fiz mais, foi porque não podia.

Contudo, a tua melhoria foi de curta duração. Não entendia o porquê de te estares a ir abaixo, mas continuei a lutar por ti, nunca desisti de ti. Mesmo sem saber o que se passava.

E, foi naquele dia, que entendi essa tua recaída.

Aquele dia, que vai ficar comigo para sempre, em que fui ao nosso ponto de encontro, e lá estavas tu. Estavas deitado, todo encolhido, e não te mexias.

Não quiz acreditar, até que fui ao teu encontro e coloquei a minha mão sobre o teu corpo. Corpo gelado que tinhas. A minha mão recolheu-se ao perceber que a tua respiração era nula.

Caíram-me lágrimas pelo rosto, não podia acredtiar no que tinha acontecido.

Tal como Deus a ti me deu, também a ti me tirou.

Onde tinha eu errado? O que falhou para eu te perder?

Não entendia o porquê de teres partido tão cedo, ainda há pouco nos tinhamos conhecido.

Até que, depois de reflectir em tudo, entendi que afinal o teu problema, além de ferido por dentro, por te terem abandonado, também tinhas uma doença muito grave, que nada se podia fazer para ela não te levar.

Fiquei triste com a tua partida sem despedida, mas ao mesmo tempo, há uma luz de alegria no meu coração. Luz essa que se deve ao facto de saber que, apesar de cedo, partiste feliz.

Graças à bondade de Deus, em te ter colocado na minha vida, consegui dar-te os melhores dias da tua vida, apesar de terem sido os últimos.

Hoje, sei que estás num sitio melhor e feliz. E nesse mesmo sitio, estás a olhar e a cuidar de mim, sim, eu sei e sinto isso.

Espero, honestamente, um dia mais tarde, voltar a encontrar-te, noutro sitio, para continuarmos os nossos encontros.

Nunca te disse antes, mas tu sabias, adoro-te muito e iei sempre guardar este sentimento só teu.

Dorme bem, meu amigo, Lince!

Dedico este texto ao gatinho, que já vos falei, que tivera sido abandonado, cruelmente, e do qual de tudo fiz para que voltasse a viver de novo.

Gostava de lhe ter mostrado a verdadeira felicidade felina, mas o tempo não esperou, e ele partiu.

lincePartiu por causa de uma grave doença que o atacou. Doença essa causada, infelizmente,  pelo triste abandono que ele teve que vivenciar.

Contudo, sei que ele partiu feliz porque conheceu, um pouco, do que é o amor e a felicidade!

A ti, Lince!

Marta Costa

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